Análises

Puppeteer

O que é?

Diretamente dos estúdios da SCE Japan chega-nos Puppeteer. A história de Kutaro, personagem principal de  Puppeteer parece uma lista de supermercado onde as mercearias foram trocadas por desgraças. Depois de transformado em marioneta pelo temível Moon Bear King, Kutaro é aprisionado num castelo na Lua e a sua cabeça é devorada pelo vilão com requintes de malvadez.

O absurdo da premissa encaixa na perfeição no imaginário visual e é o ponto de partida para todos os acontecimentos de Puppeteer. No palco onde ocorre a ação as cortinas abrem-se, os holofotes são apontados para o protagonista, os cenários são criados em frente aos nossos olhos. Na plateia o público reage à narrativa com aplausos, risos e por vezes medo.

puppeteer 1O que esperávamos?

Os estúdios da SCE Japan sempre nos souberam mimar. De lá saíram verdadeiras pérolas que ajudaram a cimentar o sucesso da marca PlayStation e que, acima de tudo, provaram que por mais inundado que o mercado esteja de shooters e derivados há sempre espaço para a originalidade e um pouco de loucura.

Quando foi anunciado, Puppeteer parecia ser um desses casos. A isso juntou-se o fato do projeto estar entregue a Gavin Moore (anteriormente ligado aos survival horrors Forbidden Siren 2 e Siren: Blood Curse). É certo e sabido que os universos dos contos infantis  e do terror por vezes se cruzam, talvez por isso nunca tivessemos duvidado das potencialidades de Puppeteer.

Puppeteer 2O que obtivemos.

É impossível resistir ao charme de Puppeteer. O detalhe gráfico dos personagens remete-nos para o imaginário visual de filmes como Nightmare Before Christmas e a sensação de peso e profundidade  que só os filmes de animação em stop motion conseguem transmitir está aqui representada na perfeição.

As cores vibrantes dos personagens misturam-se e contrastam com o desgaste provocado pela passagem de tempo neste mundo de marionetas virtuais. O jogo de luz e sombras faz com que Puppeteer seja tão alegre como soturno e enquanto os cenários nascem em frente aos nossos olhos como se estivéssemos a ver uma peça de teatro somos brindados com um voice acting soberbo e uma banda sonora feita a régua e esquadro que acompanha a ação na perfeição.

Aos fantásticos elementos visuais e sonoros  junta-se uma jogabilidade sem mácula cheia de detalhes deliciosos. Kutaro consegue trocar de cabeça e tem dezenas a seu dispor (o inventário só guarda 3) que lhe permitem alcançar objetivos específicos e com a ajuda da tesoura mágica Calibrus (que também serve como arma) Kutaro consegue voar, cortar e defender-se dos inimigos com uma fluidez impressionante.

Vale a pena?

Puppeteer pode até passar despercebido numa altura em que jogos como GTA V ou o lançamento de uma nova geração de consolas chamam para si toda a atenção, mas isso não quer dizer que não estejamos perante um fabuloso jogo de plataformas cheio de personalidade  que dá tudo por tudo para entreter e surpreender quem lhe der uma oportunidade. Garantimos que não vai ficar desiludidos.

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