Análises

Fast RMX

Fast Racing Neo para a Wii U mostrou ser mais do que um reflexo dos jogos de corrida de gravidade zero do passado e mais que uma demonstração técnica, voltando agora melhor e maior na Switch como Fast RMX.

Incluindo todas as pistas do original e DLC, assim como seis novas, ficamos com um redondo total de 30 pistas. Suportando todos os tipos de controlo e comandos da Switch, split-screen até quatro jogadores, online e local via LAN até 8 jogadores, Fast RMX oferece imenso tendo em conta a etiqueta de €20.

De facto, tudo o que foi dito na análise do original continua válido, a mecânica de alternar entre duas cores (fases) da nave para usar pistas de boost ou rampas da cor correspondente continua a ser brilhante. Em conjunto com o rasto de pequenas bolas de energia que nos deixam usar o turbo, as pistas são envolventes e preenchidas, há mais escolha, mais risco e mais recompensa. A novas pistas são especialmente impressionantes, tanto a nível de desenho como visual.

Apesar de até a velocidade mais baixa ser estonteante e já se fazer sentir alguma dificuldade, não é muito difícil ir avançado razoavelmente sem grande frustração para desbloquear umas quantas naves e ver as pistas. Rapidamente se ganha uma boa variedade de veículos com estilos de condução para todos os gostos e o jogador pode concentrar-se em obter o ouro e avançar nas dificuldades e velocidades mais avançadas. Aí sim começa a festa, piscar os olhos é quase impossível quando um pequeno deslize pode significar ir de primeiro para as traseiras da classificação.

Explodir por ir contra uma pedra, um contentor ou por dar um ligeiro toque (a centenas de quilómetros por hora) numa berma ao aterrar de um salto, não seria tão frustrante se a Inteligência Artificial não “fizesse batota”. É o chamado rubber banding, como se houvesse um elástico entre nós e os nossos adversários, por mais que avancemos, os outros estão mais à frente do que deveriam estar. Isto é uma técnica comum, mas aqui não foi aplicada com muito equilíbrio, dando azo a algumas situações injustas e frustrantes em dificuldades mais elevadas.

Felizmente, em menos de dez minutos super intensos consegue-se fazer uma taça (três pistas), voltar a tentar até chegar ao topo do pódio não custa, até porque os loadings são bem rápidos. Memorizar as pistas, aprender onde saltar e onde fazer boost, onde tomar um atalho ou apanhar energia, tentar, perder e tentar outra vez. É o ciclo clássico de uma experiência arcade, perfeito para uma consola que podemos jogar em qualquer lado.

Apesar de ser preciso estar de olhos colados no nosso trajecto, há muito a acontecer, os mapas estão cheios de detalhes e movimento: minhocas de areia gigantes saídas do Dune, tempestades lindíssimas que nos tiram visibilidade, aranhas mecânicas gigantes a passear pela pista, ciclones e um sem fim de distrações e obstáculos.

O jogo está lindíssimo, com novos efeitos e uma resolução dinâmica que alterna entre 900p e 1080p na base e à volta de 720p em modo portátil, o grande problema do original, a fraca qualidade de imagem, fica muito aliviado. Continua a não haver anti-aliasing, mas com estas resoluções mais altas não é um problema como era antes, tendo em conta a velocidade do jogo e ainda é um problema menor em modo portátil tendo em conta o tamanho do ecrã.
A banda-sonora não vai ficar na cabeça, mas é techno como só os Alemães sabem fazer e que encaixa perfeitamente no ritmo pastilhado e 90s do jogo.

Feito para emoções rápidas quer seja a passar o tempo no autocarro, jogar com um amigo no café, ou em frente à TV, é difícil não ficar contagiado pela adrenalina de Fast RMX. Mesmo por um preço mais alto, seria difícil não recomendar o jogo, por €20, seria parvo não o fazer.

 

Nota: Cópia do jogo fornecida pela editora para efeitos de análise.

Nota Final - 8.5

8.5

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