Análises

Moss

Uma pequena aventura com um grande coração

Versão testada: PlayStation VR (com a PlayStation 4 Pro)

À primeira vista, Moss pode parecer simplesmente mais um jogo de acção e aventura, mas pouco tempo depois, começa-se a descobrir que existe algo de especial aqui. Os melhores jogos são aqueles que conseguem estabelecer uma ligação com o jogador, a ponto de se desenvolver uma preocupação com o mundo ou com as personagens. Moss faz isso muito bem, e consegue estabelecer uma relação entre o jogador e Quill, um pequeno rato que serve como herói desta aventura.

A história começa quando viramos as páginas de um livro, usando os controlos de movimentos do DualShock 4, e somos transportados para a aventura. Em Moss, somos mais do que simples passageiros; nós existimos fisicamente naquele mundo e podemos interagir com Quill, como por exemplo, fazer-lhe festas. Desempenhando o papel de Reader, uma espécie de figura fantasmagórica, não só controlamos directamente os movimentos de Quill, como também temos influência sobre o cenário.

O jogo faz um grande trabalho em criar ligação com o jogador, passando a ideia de companheirismo ou até a de um guardião, porque vamos ajudar Quill a navegar pelas áreas e a ultrapassar os obstáculos. Com a luz do comando DualShock 4, vamos realçar objectos que podem ser movidos para criar caminhos pelos níveis. Isto forma a base do sistema de plataformas e quebra-cabeças existente no jogo.

A outra componente da jogabilidade é o combate. As batalhas são simples, já que Quill apenas ataca usando a sua espada e desvia-se do perigo, mas por vezes, os combates tornam-se mais movimentados porque diferentes inimigos juntam-se contra nós. Aos poucos e poucos, o jogo vai aumentando o desafio, até culminar com a derradeira batalha de boss. No geral, foi uma grande surpresa, porque os movimentos de Quill são rápidos e precisos, tal como se esperava, reflectindo assim um bom cuidado tido pela Polyarc neste departamento.

Fora do combate, também é preciso destacar as animações de Quill. Desde o esforço a trepar uma saliência à forma como comunica connosco através de uma linguagem gestual simplificada, tudo é de grande qualidade. A enorme atenção ao detalhe combinado com a realidade virtual, eleva a interacção entre personagens a outro nível, e acima de tudo, é algo que parece natural ao invés de pré-programado.

O final é um pouco agridoce. A experiência é relativamente curta, com cerca de três horas de duração, sendo possível estender um pouco mais graças à existência de alguns coleccionáveis. Por outro lado, adorei o meu tempo em Moss, e chego à conclusão de que este é um daqueles casos de qualidade sobre quantidade. Sendo uma tecnologia relativamente recente, os estúdios ainda andam a testar as águas em busca de ideias que possam resultar em Realidade Virtual, o que significa que existe sempre muita incógnita sobre a qualidade de um jogo deste tipo. Mas Moss genuinamente apanhou-me de surpresa. Este é um título que não iria funcionar da mesma forma nem teria o mesmo impacto se fosse um jogo tradicional. Moss é uma experiência divertida e charmosa, e é um excelente exemplo de um jogo que utiliza da melhor forma a Realidade Virtual a seu favor.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise.

Veredito

Nota Final - 8.5

8.5

Moss pode ser uma aventura de curta duração, mas é uma experiência divertida e charmosa, que consegue com sucesso estabelecer uma ligação entre Quill e o jogador. O título Polyarc é um grande exemplo de um jogo que utiliza a Realidade Virtual em seu favor.

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