Análises

Metal Gear Survive

É Metal Gear, mas longe de ser um jogo solid(o)

Versão testada: PlayStation 4 Pro

Desde a altura em que o Hideo Kojima foi expulso após o Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, que a Konami tem andando sob as labaredas e a receber apupos das pessoas fãs e não fãs do produtor, de todas as formas e feitios. Metal Gear Survive é um spin-off, portanto, não está ligado às histórias dos Metal Gear Solid e o género é diferente. Mas não se preocupem que felizmente o ADN (Stealth) da série não foi retirado.

A história do Metal Gear Survive decorre entre o Metal Gear Solid V: Ground Zeroes e o Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, sendo que, após a retirada do Big Boss e do Kazuhira Miller da Mother Base, alguns sobreviventes da MSF que foram deixados após o incidente, começaram a recolher e enterrar os mortos no oceano com uma mãozinha da UN. Durante a inspecção dos soldados mortos, um dos membros da equipa UN pediu para levar um corpo de um soldado que foi morto durante o ataque. Esse mesmo soldado que ajudava na defesa da Mother Base durante o acontecimento do Ground Zeroes, foi sugado por uma wormhole que ao tentar evitar de ser sugado, ficou sem o seu braço esquerdo por causa da wormhole ter fechado, e de seguida morreu. Esse soldado acabou por voltar à vida e obteve um braço esquerdo graças a esse membro da UN.

Como o nome do jogo sugere, trata-se de sobrevivência. Neste Metal Gear Survive, o jogador durante o modo single-player vai ter que explorar o mapa para matar os infectados, abrir contentores, caçar animais para alimentar a fome do nosso avatar, beber água limpa ou suja para matar a sede, activar e utilizar as wormholes para criarmos atalhos, fazer escavações para completarmos algum objectivo do modo história ou obter algum prémio, procurar materiais para fabricar e consertar certos objectos, enfim… muita coisa. Este Metal Gear Survive utiliza o mesmo motor gráfico do Ground Zeroes e do The Phantom Pain, ou seja, utiliza o motor Fox Engine, e a jogabilidade do desses títulos permanece neste Metal Gear Survive, se bem que um bocado limitada pelo simples fato de ser um jogo de sobrevivência. Mas tanto como o motor gráfico e como a jogabilidade, são dois pontos positivos. Pena que este Metal Gear Survive tenha copiado os cenários do The Phantom Pain; notou-se que a Konami esteve desinspirada neste capítulo.

Infelizmente não é o único problema neste jogo, pois a Konami atira as microtransacções na nossa cara de forma descarada. Sim, é certo que as microtransacções pura e simplesmente não são uma novidade hoje em dia, sem esquecer que infelizmente este jogo requer estar sempre online. Para criarmos um novo perfil, temos que ter 1000 SV (10€) ou eliminar o antigo perfil. Outros elementos pagos também influenciam a experiência de jogo, como por exemplo, as caixas de recursos de sobrevivência que duram um determinado tempo, seja um dia, uma semana, etc.

A nível de equipamento, o arsenal é vasto e temos à nossa disposição vários de armas, incluindo Tacos, Machados, Pás, Martelos, Pistolas, Arcos, Caçadeiras, Metralhadoras, Molotovs, Granadas, Claymores, Morteiros, etc. E também temos objectos muito importantes como a Distracção, Bandeira de Sinal para quando estamos perdidos no nevoeiro venenoso (no qual temos de estar atentos ao nosso tanque de ar), Lanternas, Sprays de cura, Cercas de ferro ou madeira, Barricadas de madeira com ou sem o arame farpado, entre outras coisas.

Existem vários tipos de infectados: os infectados normais, os Bombardeiros, que arrasam facilmente com as nossas defesas e se os matarmos sem ser com uma facada nas costas, irão explodir como… bombas, temos um tipo de infectado que corre e salta muito depressa, e também temos infectados armados até aos dentes que usam armas (armas que são criadas nas suas mãos), desde metralhadoras e lança-granadas. Eles também usam escudos para reduzirem os danos e são invulneráveis quando tentamos dar-lhes uma facada nas costas. Certo, também podemos enfrentar vários bosses que não estão relacionados com as missões de história e antes de tentarem enfrentar estes bosses, convém mesmo terem um excelente arsenal de armas e de equipamento, porque vão passar por um inferno, no bom sentido.

Quando matamos os infectados, podemos recolher uma energia chamada Kuban, que pode ser utilizado para adquirir pontos de habilidade, pontos esses que podem ser usados para aprendermos habilidades especiais. Mas o Kuban não serve só para isso, também serve para aumentarmos ligeiramente o nosso oxigénio, só que em contraste, a durabilidade do nosso tanque de ar irá descer ligeiramente cada vez que adquirimos isso.

O modo cooperativo online ficou reduzido a um simples modo de defender a torre, que no qual, juntamente com mais três jogadores, temos que construir barricadas para defendermos o objectivo, matar os infectados e sobreviver a três vagas de inimigos. É certo que não faz parte da campanha, mas este modo utiliza os recursos que coleccionamos no Single-player.

Infelizmente a história do Metal Gear Survive é algo estranha e confusa, e os actores que dão voz às personagens não passam de um simples “ok”. As missões são algo repetitivas; recolher bases de dados, salvar pessoas, defender as torres de escavação ou as máquinas de wormholes. Mas nem tudo é negativo neste Metal Gear Survive; o jogo consegue ser mesmo um título de sobrevivência devido a vários elementos incorporados na jogabilidade, e o modo cooperativo até consegue ser divertido.

Se estão à procura de um jogo com uma forte componente de sobrevivência que vos mantenha entretidos durante uns tempos, Metal Gear Survive é para vocês. Contudo, existem demasiadas falhas neste jogo, e a ganância da Konami manchou este título e a série Metal Gear como um todo.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise. A análise foi feita após o update 1.03

Veredito

Nota Final - 6.5

6.5

Metal Gear Suvive até consegue ser um jogo de sobrevivência interessante, mas acaba por ser manchado pelos cenários sem grande imaginação, pelas missões repetitivas, pela história algo confusa e mal estruturada e por uma produtora sem grande rumo.

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