Análises

LEGO DC Super-Villains

A pregar travessuras com os vilões da DC versão LEGO.

Versão testada: PlayStation 4 Pro

A Traveller’s Tales é uma empresa inglesa que já desenvolveu projectos como, por exemplo, Sonic 3D Blast e Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex, mas a sua especialização é outra. Desde 2008, este estúdio tem-se dedicado à marca LEGO e são quase incontáveis a quantidade de jogos com a marca LEGO que o estúdio já lançou em uma década. E isto sem contarmos com os jogos desenvolvidos pela divisão inglesa da empresa (TT Fusion).

A Traveller’s Tales voltou a pegar mais uma vez no universo da DC Comics, só que agora optou por uma outra abordagem, dando um maior foco aos vilões. Isto significa que vilões como Joker, Harley Quinn, Lex Luthor, Darkseid, Ultraman e Sinestro estão presentes em LEGO DC Super-Villains. Mas eu disse “maior foco”. Como não poderia deixar de ser, os heróis, como Superman, Batman, Wonder Woman, Flash e Green Lantern, não foram deixados de lado e até são jogáveis.

O Comissário Gordon supervisiona a transferência do The Rookie para a ilha Stryker em Metropolis. O Rookie é capturado após este ter ido parar ao laboratório do professor Ivo de maneira ilegal. Com uma mão do encarcerado Lex Luthor, Gordon diz que o Rookie teve acesso a um movimento que lhe permite consumir super poderes vindo do Projecto Amazo. Contudo, o comissário Gordon não contou com a presença da Mercy Graves, que ajuda a libertar o Rookie e o Lex Luthor da prisão. O que é que acontece a partir daqui? Pois, isso é uma coisa que vocês irão descobrir quando jogarem este título. O que posso dizer sobre o modo história é que, apesar de ser simplista, noto que tem charme; o humor é simples mas eficaz. Até posso dizer que a campanha deste LEGO DC Super-Villains dá uma pequena chapada aos últimos filmes da DC.

Tal como os jogos LEGO anteriores da Traveller’s Tales, LEGO DC Super-Villains é um jogo de acção e plataformas na terceira pessoa. Ultrapassar determinado obstáculo, construir um objecto especifico, completar puzzles e derrotar bosses é o ciclo habitual da série e também faz parte da ementa do LEGO DC Super-Villains. E apesar de ser divertido nos primeiros tempos, rapidamente se torna um pouco aborrecido devido ao excesso de repetitividade do ciclo referido em cima, aliado ao facto de a jogabilidade, juntamente com a câmara que não ajuda em algumas situações, ser por vezes trapalhona. As lutas dos bosses não são desafiantes, porque usam a mesma estrutura. É certo que estes LEGO da Traveller’s Tales têm tido sucesso, mas a produtora tem que começar a adicionar algo novo no próximo jogo da LEGO e rever os problemas na jogabilidade, porque já não é a primeira vez que estes problemas aparecem. Mas mesmo assim não deixa de ser um título divertido. Convém não esquecer do modo cooperativo que ajuda a tornar o jogo ainda mais divertido.

Embora esteja muito longe de ser um Grand Theft Auto, o free roam do LEGO DC Super-Villains chega a ter a sua piada e ajuda a ter uma ideia de como é um mundo com a marca dinamarquesa. Gotham, Metropolis e o Apokolis são os sítios que estão presentes neste modo. Existem várias sub-missions, corridas (time-trials) e desafios para entreter o jogador, mas pouco mais do que isso. Temos mais de 150 personagens para comprar ou desbloquear e todos eles têm poderes e habilidade diferentes de um dos outros.

Gráficos? Cumpre os requisitos. Banda sonora? É competente, embora numa instância tenha apanhado um bug em que a música da polícia era activada por vezes, mesmo sem eu estar a ser perseguido pela polícia. A Traveller’s Tales infelizmente não inovou e não criou algo que diferenciasse este dos outros jogos LEGO. E a fórmula que teve sucesso nos outros jogos, pode já não funcionar daqui para a frente. Mas isso não faz o LEGO DC Super-Villains num mau jogo. Apesar dos seus problemas, é simples, divertido e amigável.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise.

Veredito

Nota Final - 7

7

LEGO DC Super-Villains é divertido como os outros títulos LEGO deste estúdio, mas continua a não ser apresentado algo de inovador.

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