Análises

Diablo 3: Eternal Collection

Versão testada: Nintendo Switch

Ano 2012. Ainda estava a Nintendo Switch no forno, já Diablo 3 dizia: “aqui estou eu e cheguei ao PC!”. E quem diria que 6 anos depois, estaríamos a jogar o mítico Dungeon Crawler da Blizzard numa consola com portabilidade e ainda por cima, uma consola da Nintendo? Pois bem, Diablo 3 marca a sua chegada à consola híbrida da Nintendo em edição Eternal Collection, contando assim com as últimas actualizações, nomeadamente a expansão, Rise of the Necromancer, sendo possível jogar com a tão solicitada classe por parte dos jogadores, o Necromancer. 

Dispensando apresentações, Diablo 3 é um título já diversas vezes analisado pela ZWAME Jogos. Aos interessados, fica aqui o link para review da versão PlayStation 4 do título, já que não irei entrar em detalhes sobre mecânicas e afins, pois este é um jogo bastante conhecido entre a comunidade gamer e seguramente, por muitos de vós. Mas vamos aos pontos cruciais.

Todos nós, ou a grande maioria, já conhece ou já viu o jogo correr noutra plataforma. Mas como se portará a Switch com este título? De forma espectável, sabemos que este port híbrido sofreu um grande downgrade a nível gráfico, mas, tendo em conta os cavalos da híbrida da Nintendo, terá o downgrade sido suficiente? E como será que corre em modo portátil? E em relação a conteúdo exclusivo? Terá algum? Pois bem, esta edição é uma caixinha de surpresas.

A título de exemplo, tal como a edição PlayStation, esta edição conta com alguns artigos exclusivos do mundo Nintendo, como uma moldura Triforce para o retrato ou o transmog da armadura de Ganondorf, bem como um companheiro exclusivo, o Cucco que, para quem não sabe, é nada mais nada menos que uma espectacular… galinha! Além disso, podemos também contar logo ao inicio com umas asas e mais dois companheiros. Em relação a Amibos, quando anunciaram o seu suporte esperava artigos especiais e mais transmogs. Mas dos Amiibos que usei no portal (denominado de portal Amiibo), apenas serviram para fazer spawn a um mini-boss. Obviamente os inimigos deixam cair equipamento, mas esperava algo fora do comum.

Se gostam de couch co-op, e em relação a funcionalidades, Diablo 3 suporta a utilização dos Joy-Cons, sendo possível o modo cooperativo com cada jogador utilizando apenas um dos comandos. Apesar do suporte e de algumas funcionalidades, a utilização de joy-cons para mim, altera um pouco o paradigma neste tipo de videojogos. Não é o meu “cup of tea” a utilização dos sensores de movimento em Dungeon Crawlers ou Hack ‘n’ Slash. Chamem-me da velha guarda, mas como temos um fantástico comando Pro, admito que joguei 99% do tempo com ele enquanto tinha a consola em modo docked.

Em relação à performance, posso dizer que o jogo não anda, mas que corre muito bem. Curiosamente corre mesmo, e de forma bastante fluída. Admito que estava especulando que iria testar um Diablo a 30 frames em modo portátil, mesmo com os rumores de que seria bloqueado a 60 em ambos os modos. Mas pelo menos em modo portátil, esperava algo… pior. Mas não foi assim. Diablo 3 corre na perfeição em ambos os modos da consola híbrida da Nintendo, tendo sido uma agradável surpresa.

Estou realmente estupefacto com a capacidade da Switch e com o trabalho da Blizzard com este port. Admito que estava à espera de pior, apesar de notório o downgrade de qualidade de imagem. Nota-se que está mais quadrado, digamos, e com um ambiente mais “desfocado”. Mas tem todo o sumo da versão das restantes plataformas. É um jogo polido, devido a já ter largos anos de mercado, produzido por uma companhia experiente que não se descuidou em relação a este port. Mesmo com a existência de muitos monstros no ecrã, a Switch cumpre. Os 60 frames tornam a experiência, fenomenal. Mas lá está, a qualidade de imagem teve que sofrer para que tal seja possível. Não é mau de todo, mas não tem o eye candy das restantes plataformas.

Em relação ao espaço ocupado, nas restantes consolas é um titulo bastante pesado, mas na Switch, o jogo ocupa uns míseros ~13.3gb de espaço mas apenas vem com a língua em Inglês. Se pretenderem outra, devem fazer download. O jogo detecta a linguagem da vossa consola automaticamente e questiona se pretendem descarregar uma outra. Caso o façam, obviamente irá ocupar mais espaço. Noutra nota, não vi (pelo menos dentro do jogo) opção para fazer link da conta Nintendo com a Battle.Net.

Em suma, para quem quer levar Diablo consigo num bolso, a Switch é a casa ideal para os fãs. Mas tudo depende do que pretendem. Considerando que com a Switch podemos jogar Diablo 3 onde quisermos, digamos que é um ponto a favor. Mas se questionam se preferia ter a qualidade de imagem da versão PC ou das outras consolas? É um grande sim. Mas obviamente que permanece divertido e com a sua alma intacta. Todos sabemos com o que contar neste título. Mas o Dungeon Crawler da Blizard permanece fresco relativamente à sua chegada tardia à Nintendo, e sem dúvida que é uma excelente adição ao leque de jogos da híbrida.

Além disso, com suporte total das Seasons e todos os DLCs incluídos, esta edição chega à Switch como ouro sobre azul numa edição super completa. Para quem quer levar consigo o jogo que quiçá já meteu centenas de horas noutra plataforma, tem agora a possibilidade de o fazer. Este jogo, peca apenas pela chegada tardia e pela sua qualidade de imagem. O poder da consola é o seu tendão de Aquiles. Mas mesmo com a limitação de hardware, Diablo 3 é definitivamente um excelente port e a Blizzard mais uma vez cumpre o prometido, trazendo-nos novamente e não só, largas horas de grinding e looting, como também e acima de tudo, um óptimo jogo. Agora, vamos lá fazer uns rifts!

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise.

Veredito

Nota Final - 8.5

8.5

Apesar da menor fidelidade visual, a versão Nintendo Switch de Diablo 3 reteve tudo aquilo que tornou este título num excelente action RPG noutras plataformas.

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