Análises

Fate/EXTELLA LINK

I am the Bone of my Sword

Versão testada: PlayStation 4 Pro

Finalmente a espera acabou. Fate/Extella: Umbral Star foi lançado em 2017 e por fim chega-nos a sua tão esperada sequela. Fate/Extella: Link chega já no próximo dia 22 de Março à consola caseira da Sony, a Playstation 4, chega à híbrida Nintendo Switch e também estará disponível em formato digital para PC, nomeadamente na Steam. Kinoko Nasu está de regresso como director (supervisão) de Fate/Extella: Link, expandindo assim o lore do universo Fate com esta sequela.

Após um breve período em paz, eis que surge uma nova ameaça em Moon Cell. E mais uma vez cabe ao jogador com a ajuda dos seus Servants, impedir que o inimigo consiga concretizar o seu objectivo. Assimilar as formas de vida em Moon Cell e acabar com a liberdade individual.
Tal como o seu antecessor, a história desenvolve-se num estilo de novela visual, contando apenas com algumas cutscenes de enquadramento. A narrativa passa-se na sua maioria em texto e áudio (narrativas dos personagens).

Neste Fate/Extella: Link existem três rotas diferentes e todas elas contam com ramificações (missões) também elas diferentes. Com isto, é necessário ao jogador terminar uma variante das duas primeiras para desbloquear a (verdadeira) rota final. Apesar de ser uma quantidade reduzida de missões, os gulosos podem repetir a dose em very hard quando terminarem as 3 possíveis rotas. Além disso, dispomos de dezenas de missões extra com histórias independentes. Por fim temos também o modo multijogador online 4 versus 4 em que é basicamente um control. Quem tiver a maior pontuação ganha. A pontuação é adquirida conquistando os diversos sectores. Missões e lutas não faltam neste videojogo.

A juntar a uma premissa interessante, especialmente para os fãs da série, contamos com diálogos concisos com muito humor e obviamente, algum fanservice à mistura. Além disso, também podemos contar com diversos personagens novos. Desde personagens de Fate/Apocrypha ou Fate/Extra, a personagens de Fate/Grand Order. Sim, Francis Drake está de volta! (Espera, o quê??) e não só. São na verdade 11 novidades em adição aos 16 actuais de Umbral Star. Um leque claramente alargado em relação ao título de 2017.

Agora, em termos de gameplay, foi onde notei as verdadeiras melhorias face ao antecessor. A jogabilidade está lá, semelhante ao primogénito, porém, contamos com algo notavelmente mais polido. Nem parecia o mesmo jogo. Uma fluidez fenomenal nos ataques que, aliados a uma animação espectacular, tornam Fate/Extella: Link num bom Musou quer mecanicamente, quer em termos de animação.

Os inimigos Servants (bosses) estão também, aparentemente, mais inteligentes, bem como, com a adição de novos personagens, elevam este título para um patamar superior ao seu antecessor. O nosso leque de escolhas é muito, superior e em resultado, diversão, acção e excelentes animações não vão faltar em Fate/Extella: Link.
Em termos de combate per se, continua também idêntico ao título de 2017, permanecendo a barra de Moon Drive, um modo estilo “berzerk” do personagem, e os Code Casts, itens utilizados pelo Master para buffs, curas e afins. O número de inimigos também sofreu alterações e aumentou de forma considerável, tornando o combate muito mais frenético, bem como temos um modo novo, o Link State. Este é um estado em que os Servants atacam em conjunto e partilham habilidades. Para activar o Link State basta que estejamos no mesmo sector que um Servant aliado.

Já que falamos em novidades dos Servants, os mesmos têm agora um conjunto de Active Skills, sendo possível equipar até 4 em simultâneo e os seus efeitos e acções obviamente são variados. Esta habilidades vão desde ataques, efeitos de estado, buffs a heals. Estas habilidades possuem propriedades de classe que são aumentadas caso o Link esteja feito com outro Servant da mesma classe, tal como Saber com Saber, Archer com Archer etc. Estas Active Skills (algumas delas) quando utilizadas contra determinados inimigos, podem activar o Rush Attack que veio substituir o Extella Maneuver. Um conjunto de ataques estilo button mash que causam dano considerável ao inimigo. Também este Rush pode ser usado em equipa caso o Link State esteja activo.

A alteração com maior impacto é a forma como carregamos o Noble Phantasm, a habilidade especial dos nossos Servants. Anteriormente era necessário encontrar três Phantasm Circuits para podermos utiliza-lo, no entanto agora é uma barra que temos que encher (à semelhança do Moon Drive). Ainda existem os artigos que dão percentagem dessa barra, a questão é que agora não estamos dependentes de os encontrar. Os únicos problemas que identifico são a nível da câmara que por vezes é de difícil foco no inimigo que queremos e em relação a certos ataques que nos tornam completamente imóveis. Ou seja, podemos fazer um certo tipo de ataque que se for feito de forma cronometrada, torna impossível a sua defesa e por consequência, ficamos presos até morrer.

No que toca à personalização, temos também as conhecidas Install Skills, que aumentam os stats dos nossos amigos, mas com a diferença que podemos criar habilidades para gerar uma Double Skills e Install Skills brancas (especiais). Além disso, ao aumentar o nível de bond (ligação) dos personagens, o número de Install Skills que podemos equipar também aumenta e não só. Quanto maior for o nível de bond, também podemos equipar mais habilidades para o Servant utilizar.
Por fim e como não podia faltar, também há os fatos ou roupas que podemos equipar os personagens. São estes meramente cosméticos e posso dizer que, quem comprou o título original e tiver o save na consola, vai ter uma agradável surpresa. Outra novidade presente em Fate/Extella: Link é que o jogador também poderá se movimentar na sua base de forma livre. Com isto, significa que podemos falar com as personagens, aprender sobre elas e iniciar as suas missões secundárias.

Como já tenho vindo a descrever, este título levou uma ligeira melhoria a nível de visuais, estando claramente mais detalhado. As animações continuam top notch, e os Noble Phantasms continuam a deixar-nos de boca aberta. Especialmente para quem conhece a história e está dentro do mundo de Fate. É de causar arrepios quando vemos o Noble Phantasm de certos Servants. Mesmo com estas melhorias, a Playstation 4 Pro não apresentou quaisquer problemas em aguentar a pressão, tendo me dado uma experiência completamente fluída.

Em suma, Fate/Extella: Link é um sucessor digno ao título anterior, mantendo o core e melhorando o que tinha que melhorar. Um jogo com mecânicas simples e um combate polido que juntamente com um visual atractivo tornam o número dois num título a ter em conta no universo dos musous. As alterações ao combate vieram mesmo a calhar, elevando assim o patamar da série, atrevendo-me a dizer que se encontra ao mesmo nível com os melhores Hack’n’Slash do momento. Tem um problema aqui e ali, mas acima de tudo é um título capaz, que prometeu e cumpriu. A Marvelous e a Type-Moon estão sem dúvida de parabéns com o que apresentaram. É sem dúvida uma pérola para os fãs, mas acima de tudo, um bom jogo para os jogadores.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise.

Veredito

Nota Final - 8

8

Fate/Extella: Link é um titulo a ter em conta não só para os fãs da serie Fate, como também para os fãs de jogos Musou. Aquilo que o anterior fez, este também o faz, mas num ligeiro furo acima.

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