Análises

Kill la Kill The Game: IF

SEN-I-SOSHITSU!!

Versão testada: PlayStation 4 Pro

Ultimamente tem surgido imensos arena fighters como o The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia, My Hero Academia: One’s Justice, Jump Force e brevemente está para chegar o One Punch Man: A Hero Nobody Knows. É verdade que a qualidade é por vezes duvidosa, mas as opções existem. Kill la Kill The Game: IF é mais um jogo de luta 3D (arena fighter) para os jogadores casuais. Para aqueles que não conhecem a série, Kill la Kill é um anime recheado de acção, humor e de coisas… perversas. Kill la Kill The Game: IF é desenvolvido pela A+ Games, supervisionado pela Studio Trigger e tem a Arc System Works como editora, a tal companhia que foi responsável pelo desenvolvimento de Dragon Ball FighterZ e BlazBlue Cross Tag Battle.

Sobre o modo história do jogo, recomendo que vejam a série toda antes de jogarem este título, muito por causa de um grande plot twist. Aqui, a história é contada através de cutscenes em vez de simples diálogos, o que é um ponto positivo. Além disso, a arte do jogo é sublime e capta a essência da série Kill la Kill, quer seja durante as cutscenes ou durante as batalhas. O jogo tem no total dois capítulos: o capítulo da Satsuki e o capítulo da Ryuko. Não deixo de admirar o excelente trabalho das vozes japonesas, assim como a banda sonora do jogo. Sim, também é possível escolher as vozes inglesas, que não são más, mas podiam ter feito melhor trabalho na sincronização.

Peço desculpa à todos, eu sei que isto mais parece um disco riscado mas o objectivo geral e básico nos jogos de luta é fazer os tutorias, ir ao modo training para treinar as nossas habilidades e aprender a fazer combos antes de irmos para as batalhas 1 vs 1. Mas também temos batalhas 1 vs 100 covers (estilo Musou). Para além dos outros modos de jogo que mencionei anteriormente também existem modos como o Free battle, Player Match, Ranked Match, Survival Challenge e o Cover Challenge.

Falando neste Cover Challenge, temos vários desafios à escolha., como 1 min. Extermation, que consiste em defender o máximo possível de covers em menos de 1 minuto, 100-Unit Extermination e o Endless Extermination. Sobre as personagens no jogo, infelizmente o leque inicial é muito pobre. Apenas 8 personagens, nomeadamente a Satsuki Kiryuin, Ryuko Matoi, Houka Inumuta, Ira Gamagoori, Uzu Sanageyama, Nonon Jakuzure, Nui Harime e a Ragyo Kiryuin. Felizmente todos têm habilidades e características diferentes de um dos outros. Por exemplo, a Nonon Jakuzure é especializada em ataques à longa distância.

Passando aos combates do Kill la Kill The Game: IF, ataques à curta distância, ataques à longa distância e Guard Break são alguma das coisas que iremos executar durante as batalhas. Temos também um evento rápido e engraçado que podemos invocar durante os combates que se chama Bloody Valor, que é semelhante ao pedra, papel, tesoura. O Mock (Life recovery) ganha para o Taunt (Dano adicional) e perde para o Provoke (Aumenta o SP Gauge) e este último perde para o Taunt.

Depois de ambos terem escolhido as opções, a nossa personagem ou a do adversário, vai utilizar palavras pouco simpáticas. Se vencermos, o evento continua (até chegarmos ao Valor Level 3, ganhamos a opção que tenhamos escolhido, e aumenta o nosso Valor Level e com isso ganhamos melhoramentos para a nossa personagem. Se o invocador do Bloody Valor perder, automaticamente o evento termina.

Quando o Valor Level estiver no máximo, podemos realizar o SEN-I-SOSHITSU (Fiber lost). E quem é apanhado por esta técnica, automaticamente perde as roupas e a batalha. Ver todas as personagens a executar os seus SEN-I-SOSHITSU, assim como os restantes ataques é muito, mas muito gratificante. Contudo, há um ponto fraco que me incomoda durante as batalhas contra os covers. Isso mesmo, refiro-me ao Lock-on. Porque é um autêntico baralho de cartas (muda para este e de repente muda para aqueles e assim por adiante) e não dá para escolhermos um alvo.

Estranhamente o modo online só fica disponível depois de completarmos o capítulo da Satsuki no modo história. Infelizmente as opções que temos no modo online são limitados porque, por exemplo, não há torneios, apenas há batalhas normais. E quem já sentiu a dor de convidar os nossos amigos no Dragon Ball FighterZ e no BlazBlue: Cross Tag Battle, sabe daquilo que estou a falar. Não haver um botão de invite e ser forçado a dar uma password aos nossos amigos para entrarem na nossa room não é nada prático. À medida que vamos completando batalhas, ganhamos DP points que podem ser utilizados para adquirir coisas no Digital Figure (que serve para admirarmos e pousar os modelos das personagens), músicas no Sound Test e vozes no Voice Library. No geral, infelizmente Kill la Kill The Game: IF sofre da falta de opções e conteúdo.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise. Jogo testado com a actualização 1.02.

Veredito

Nota Final - 6.5

6.5

Kill la Kill The Game: IF não é um mau arena fighter, mas não passa de um jogo mediano por causa do pequeno leque de lutadores, do lock-on problemático e da falta de opções no modo online.

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