Análises

WRC 8

A comer asfalto, neve e pó.

Versão testada: Playstation 4 Pro

Será que é desta que iremos ter um campeão que não tenha Sébastian como primeiro nome? Com a 4 provas do fim, hà quem diga que sim. Ott Tänak, piloto da Toyota, tem surpreendido imenso, ficando por agora à frente de pilotos como o Thierry Neuville e o Sébastian Ogier. E será que é desta que a Kylotonn Racing consegue surpreender e lutar taco-a-taco com o jogo da Codemasters? Eu diria que sim.

Eis a oitava edição da WRC, desde que a Evolution studios largou a licença em 2005, e é o 4º jogo WRC a ser desenvolvido pelos franceses da Kylotonn. Sendo um jogo oficial WRC, categorias como Junior WRC, WRC 2 e WRC estão, sem surpresas, aqui incluídas. Ao ter ligação com o calendário 2019 da competição, temos mais duas provas em comparação com o WRC 7: o rally do Chile e o rally da Turquia.

Skoda Fabia R5, Volkswagen Polo R5, Citroën C3 WRC, Ford Fiesta WRC, Hyundai i20 WRC e Toyota Yaris são só alguns carros que estão presentes no WRC 8, e isto sem contar com as várias equipas disponíveis. Mas também temos carros bónus como o Lancia Fulvia HF, Lancia Stratos, Volkswagen Polo R WRC e o Proton Iriz R5 presentes na versão base. Como ponto negativo, acho que devia haver mais carros bónus (mesmo com os DLCs) como o Citroën Xsara Kit Car ou o Opel Manta.

Agora vamos para as partes mais importantes que a Kylotonn melhorou e adicionou, sendo uma delas a física dos veículos. Temos de ter cuidado com a neve (quando não estamos utilizar pneus de neve) ou com as pequenas poças de água que de forma imprevisível mudam ligeiramente a direcção do carro, assim como temos de ter cuidado com as “aterragens” após um grande salto. Admito que tenho gostado e divertido-me com a jogabilidade mais simulador deste WRC 8, além de que é suave e responde bem aos comandos. É claro que ao início é complicado, mas com o passar do tempo, ganhamos ritmo.

Agora temos uma coisa muito boa sob a forma de condições climatéricas dinâmicas. Com isto quero dizer que, no início dos rallies pode está um céu com poucas nuvens, mas que mais tarde, durante a etapa, pode vir a chover. Como tal, temos à nossa disposição a opção de Free Roam ou fazer treinos num circuito fechado para treinar e melhorar as nossas habilidades. O modo Carreira foi expandido face ao que havia em WRC 7. Começamos sempre no Junior WRC, onde escolhemos uma equipa e vamos ter que contratar colaboradores como engenheiros, agentes, directores financeiros, meteorologistas e Fisioterapeutas. Tudo isto para nos ajudar a chegar à vitória. Também temos que estar atentos aos objectivos da temporada e aos objectivos a curto prazo, porque dão experiência e dinheiro.

Podemos sempre organizar eventos desde repouso, condições extremas (conduzir um carro gravemente danificado e com condições meteorológicas nada simpáticas), ensaio de fabricante, desafio de fabricante, treinos, corridas históricas e manutenção. E falando nos ensaios de fabricante e nos desafios de fabricante, são estes desafios que nos permite subir de categoria. Para isso acontecer, tem que se ter sucesso nesses desafios, mas atenção que isso sacrifica um bocado de lealdade para a marca actual em que estamos.

Ao fazermos level up com a experiência que ganhamos obtemos pontos de experiências que podem ser utilizados na árvore R&D que está dividido em 4 ramos: Team, Crew, Reliability e Performance, para desbloquear habilidades. Por exemplo, podemos adquirir uma habilidade em que os pneus ficam resistentes a furos. Ao longo do tempo, vamos ter possibilidade de obter perks que também servem para nos dar uma ajuda durante as provas de rally ou fora delas. Como é óbvio, nas boxes, antes ou depois de dois rallies, podemos escolher o tipo de pneus que achamos que é mais adequado para um determinado terreno, assim como temos de reparar o nosso carro caso seja necessário. Pode-se dizer que eu gostei do modo Carreira deste WRC 8.

Sobre os modos online, devo dizer que esperava mais. E não, não tem nada haver com a conectividade, porque este aspecto até está satisfatório. Falo da falta de conteúdo, que me faz ir outra vez para o modo Carreira. Não há campeonatos, ligas ou clubes no modo online. Também temos os desafios da eSports, que não passa dos mesmos moldes. Fora dos modos online, temos Split-Screen para dois jogadores.

Os gráficos do WRC 8 são bons e um exemplo disso, o rally de Fafe está espectacular, seja de dia ou noite com sol ou chuva. O mesmo vale para as ruas de Córsega. Mas tenho que tocar numa ferida habitual na Kylotonn. Só há uma coisa que o WRC 8 perde imenso para o DiRT Rally 2.0, que é na fluidez. Os jogadores no PC não vão ter razões de queixa, mas os jogadores nas consolas vão ter que se contentar com os 30 FPS.

Os sons dos veículos estão bons e representa um passo em frente em comparação com o WRC 7. Ouvir o barulho dos motores dos carros de WRC neste WRC 8 é música para os meus ouvidos. Já o co-piloto é apenas decente. É consistente, mas falta-lhe emoção. Em suma, apesar de não ser perfeito, WRC 8 é bom e promete ser uma boa fundação para os próximos jogos WRC da Kylotonn.

Nota editorial: Cópia fornecida pela UpLoad Distribution para efeitos de análise. Este artigo foi feito após o update 1.03.

Veredito

Nota Final - 8

8

WRC 8 é um grande passo em comparação com os outros jogos de rally da Kylotonn.

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