Análises

MediEvil

O herói mais esquelético do mundo regressa à consola da Sony.

Versão testada: Playstation 4 Pro

Nada melhor que jogar um jogo assustador, fantasmagórico, horripilante mesmo a pouco dias do Halloween, principalmente se for de uma série que tem um lugar especial no nosso coração, como é o caso de MediEvil. Após imensos anos enterrado, eis que o herói sem queixo regressa dos mortos mais uma vez.

MediEvil é um remake de um jogo PS1 com o mesmo nome que foi lançado originalmente em 1998. Mas ao contrário da versão PS1, este remake é desenvolvido pela Other Ocean Emeryville e não pela SCE Cambridge Studio, que mais tarde também desenvolveu os MediEvil 2 e MediEvil: Resurrection. Quem jogou o original certamente que já sabe de cor e salteado o enredo do jogo, mas para aqueles que não tiveram a oportunidade de jogar a versão PS1, segue um pequeno resumo do mote desta aventura.

O Reino de Gallowmere foi ameaçado pela armada do Zarok mais os seus Zombies. Sir Daniel Fortesque liderou as tropas da Gallowmere, mas infelizmente não foi muito longe, pois morreu logo com a primeira flecha lançada na batalha. Após ter estado 100 anos sem dar notícias, Zarok reaparece e lança um feitiço sobre Gallowmere, ficando enterrada numa noite eterna. O feitiço também acorda os mortos-vivos e retira as almas dos vivos. Por mero acidente, Zarok acaba por ressuscitar o Sir Daniel Fortesque dando-lhe assim uma segunda oportunidade de ser o herói da história.

Devo dizer que apesar de eu nunca ter jogado o original ou a sua sequela, MediEvil 2, joguei o MediEvil: Resurrection para a PSP e fiquei contente com o anúncio deste remake. Não há aqui nada de novo em relação ao original para além da actualização gráfica e de algumas alterações à jogabilidade, como pequenos aos spawns dos inimigos ou à localização dos cálices de ouro.

Fatiar, esmagar, empalar, electrocutar, queimar e até transformar os nossos inimigos em frangos são coisas que iremos fazer com esta jogabilidade fluída. Mas não só, também temos que nos desviar dos ataques, pois os inimigos são agressivos e utilizar o escudo para nos protegermos dos ataques. Contudo, os escudos têm um limite de resistência, como tal, é preciso alguma atenção. Existem três tipos de escudo, todos com qualidades diferentes: bronze, silver e gold. Temos sempre 300 pontos de vida, e se chegarmos aos 0 HP iremos consumir uma poção de vida para nos safarmos. Caso não tenhamos uma poção de vida, bem, é morte certa.

Apanhei um bug ou glitch que me chateou um bocado. Parece que o Dan não interage bem quando queremos ler algum livro em alguns locais de certos níveis, ficando um pouco preso, como se houvesse uma pequena parede invisível a impedir a acção. Felizmente podemos livrar-nos disto se movimentarmos o nosso boneco. Nada que um pequeno update não resolva.

Espadas, martelos e arcos fazem parte do nosso arsenal. A maioria das armas só podem ser desbloqueadas se tivermos algum cálice de ouro para entregar no Salão dos Heróis, mas outras recompensas como moedas de ouro também fazem parte do leque. Para obtermos um cálice de ouro, temos de encher o mesmo com as almas dos nossos inimigos até chegar aos 100%, apanhar o cálice de ouro e falar com uma estátua dos heróis. Pelo caminho também temos pequenos puzzles para completar caso queiramos chegar ao fim do nível. Com o tempo, também podemos achar as almas perdidas e fazer os desafios dos mesmos.

Graficamente MediEvil é muito agradável. É muito gratificante ver as diferenças deste remake para com a versão 1998. Tendo eu uma PS4 Pro, o jogo oferece 60 FPS estáveis. Não sou um grande fã de câmaras fixas (em alguns lugares) já que me impedia de ver o que estava à minha frente. E mesmo quando esta se torna móvel, em alguns poucos sítios consegue tornar-se irritante. Como é óbvio, bosses são coisas que não vão faltar para o Sir Daniel Fortesque enfrentar neste MediEvil. Atacar os pontos fracos, desviar dos golpes e proteger-se com o escudo, tal como no jogo clássico. Mas não se preocupem que os bosses no geral não são assim tão difíceis de derrotar, mesmo quando inicialmente temos um arsenal fraco. Mas não é por isso que deixa de ser divertido.

O que dizer da banda sonora em si? Excelente e harmoniosa. A orquestra esteve muito bem afinada e são estas palavras que definem os sons do MediEvil. Em relação às vozes, tanto as vozes em inglês como as vozes em português, no geral são de qualidade. Em suma, este remake do MediEvil até pode ser mais frustrante do que difícil, mas mesmo assim continua a ser divertido. Sir Daniel Fortesque regressou em grande.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise.

Veredito

Nota Final - 8.5

8.5

21 anos depois do lançamento do jogo original na PS1, MediEvil foi ressuscitado em grande.

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