Análises

Granblue Fantasy: Versus

Eis mais uma vítima a receber o tratamento 2.5D.

Versão testada: PlayStation 4 Pro

Granblue Fantasy é uma série que nasceu em 2014 pela Cygames. O primeiro jogo saiu para dispositivos móveis Android e iOS, e para os mais curiosos, trata-se de um RPG por turnos. E em 2017 saiu um anime baseada na franquia. Depois disso, a Cygames anunciou dois trunfos que podem tornar a série ainda mais famosa. Em finais de 2017, anunciou o Granblue Fantasy: Relink, um action RPG que contou com a ajuda da Platinum Games, e em 2018, revelou este Granblue Fantasy: Versus, que foi desenvolvido pela Arc System Works.

Granblue Fantasy: Versus, como o nome indica, é jogo de luta. Não é a primeira vez que a Arc System Works desenvolve um jogo de luta a pensar “fora da caixa” das suas duas habituais séries Guilty Gear e BlazBlue. Fist of the North Star, Persona e Dragon Ball já estiveram nas mãos deste estúdio. Mas calma que Granblue Fantasy: Versus também tem um modo (história) RPG. Bem… RPG com Streets of Rage vibes.

Sobre o modo história do jogo, o objectivo é, sem surpresa, derrotar todos os inimigos, mas não só. Bosses também estão incluídos neste modo para tornar a coisa mais interessante. Quando fazemos Quest Clear podemos ganhar recompensas, que incluem armas, rupies ou skill shards, e que variam dependendo da nossa prestação, sem esquecer que ganhamos pontos de experiência para as nossas personagens. Temos várias armas que podem ser destes 6 tipos: Fogo, água, terra, vento, luz e escuridão.

Se por exemplo uma missão recomendar uma arma do tipo vento, é aconselhável usar esse tipo de arma porque dá mais dano aos nossos inimigos. Level up, uncap, skill upgrade são coisas que iremos usar para tornar as nossas armas melhores. Temos imensos support skills que pendem a balança a nosso favor durante as batalhas. Temos a shop da Sierokarte, na qual podemos comprar armas, support skills, forjar armas e comprar variações de cor para as nossas personagens. Sendo que este modo RPG tem pozinhos de Streets of Rage, também pode ser jogado em modo cooperativo (CPU, offline ou online). Sobre a história em si, admito que neste tipo de jogos sou pouco exigente. É simplesmente aceitável. Podia ser melhor, mas não há muito por onde inventar. Também achei que existe uma ou outra quest que só serve para encher chouriços. Considero este modo RPG como um simples complemento para acrescentar algo ao jogo. Se bem que também foi uma pequena lufada de ar fresco em comparação com as restantes campanhas dos jogos de luta da Arc System Works. Sim, o jogo também tem cutscenes, mas são poucas.

No jogo base, temos no total 11 personagens: Gran, Ferry, Lancelot, Katalina, Percival, Metera, Ladiva, Charlotta, Zeta, Vaseraga e o Lowain. Confesso que fiquei desiludido com o leque inicial porque são poucas personagens. Ainda para mais, se tivermos em conta que já tinham anunciado os Character Pass 1 & 2 ainda antes do jogo ter saído no Japão. Para além de pudermos mudar a cor da nossa personagem, também podemos mudar a nossa arma.

Visualmente já nem tenho palavras para a qualidade do trabalho da Arc System Works, especialmente com o estilo típico Granblue Fantasy que já por si só é muito bom. Assim como os cenários de fundo e os Skybound Arts e os Super Skybound Arts (inclusive as reacções das personagens quando levam com estas técnicas). Sim eu sei que é um bocado estranho, mas confesso que impressionou-me mais do que o Dragon Ball FighterZ. Sim, também tenho que ter conta que o Granblue Fantasy: Versus não tem os Destructive Finish’s e o Dramatic Finish’s do DBFZ. Sobre a jogabilidade em si, mais outro capítulo em que a Arc System Works não consegue desiludir. Super fluída como sempre e de fácil execução. É certo que podemos executar as Skybound Arts e os Super Skybound Arts da maneira mais difícil (com os tais 45ºgraus duplos), mas felizmente também podem ser executados de uma maneira mais simples. Parecendo que não, mas alguns ataques neste Versus faz referências ao jogo para dispositivos móveis, assim como a maioria das poses das personagens fazem referência a certas imagens.

Para além do modo RPG, temos os habituais modos num jogo de luta: Versus, Arcade, Free Training, Mission training (Basic Mission, Skill Practice, Combo Practice, Match-Ups e o Glossary) e o online. Falando neste último, lembram-se muito bem como eram as online lobby’s do Dragon Ball FighterZ e do BlazBlue: Cross Tag Battle, certo? Pois bem, isso também está presente neste Granblue Fantasy: Versus, só que desta vez vamos estar a bordo do Grandcipher. Porém, os mesmos problemas que o DBFZ e o BB:CTB tinham, estão presentes aqui. É chato termos que colocar uma password na nossa sala e não incluírem um botão para convidarmos os nossos amigos para fazermos umas partidas amigáveis.

Também temos Serial Codes que podem ser utilizados no jogo Granblue Fantasy. É certo que este pormenor pode ser pouco interessante, mas não deixo de admirar as quotes e as victory quotes com todas as personagens, até mesmo com os seus “doppelgängers”. E já agora, uma salva de palmas para quem fez as quotes e as victory quotes do Lowain. Pode-se dizer que é um Deadpool da série Granblue Fantasy. Já disse que a banda sonora do jogo está melodiosamente fantástica? Em suma, Granblue Fantasy: Versus é um jogo de luta muito bom, o que já algo habitual vindo da Arc System Works.

Nota editorial: Cópia fornecida pela Marvelous para efeitos de análise. Este artigo foi feito após a actualização 1.11.

Veredito

Nota Final - 8.5

8.5

Se algum jogo de luta estiver nas mãos da Arc System Works, os resultados só podem ser muito bons. E o Granblue Fantasy: Versus não escapa a esse resultado.

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