Análises

Saints Row: The Third Remastered

Caos super exagerado.

Versão testada: PlayStation 4 Pro

Saints Row: The Third Remastered dá-nos a possibilidade de regressar a 2011 e reviver um jogo open world que se caracteriza pelo exagero em tudo, numa permanente acção frenética repleta de loucura, non-sense e tiradas cómicas que não deixarão ninguém indiferente, mas agora com novo detalhe gráfico na sequência da remasterização efectuada.

Na cidade fictícia de Steelport, marcada pela proliferação da indústria do sexo, das drogas e das armas, o gangue dos Third Street Saints evoluiu para uma marca mediática de marketing onde os seus membros são agora famosas estrelas, que dão a cara e o nome a uma miríade de produtos diversos, desde bebidas energéticas, roupa e muitos outros artigos diversos. Os Saints são agora o rosto de uma indústria publicitária de milhões de dólares e cobiçada por muitos outros grupos rivais que os querem aniquilar.

Para derrubar os Saint e controlar a cidade de Steelport, surge a poderosa organização criminosa internacional Syndicate, que controla as gangues The Morning Star, constituídos por gangsters europeus impecavelmente vestidos especialistas na venda de armas, os Luchadores, especialistas em luta livre e os Deckers, os bandidos do hacking. É com esta premissa de guerra de gangues, num palco aberto e cheio de actividades mais ou menos ilegais para se fazer que emerge a aventura frenética deste jogo, onde, para se juntar à festa, ou para tentar acabar com ela, surge a STAG (unidade especial táctica anti-gangues) que procura pela força, restabelecer a paz num cenário de caos urbano.

A versão remasterizada de Saints Row: The Third incluí, para além do jogo-base, as 3 expansões lançadas (Genkibowl VII, Gangstas in Space, e The Trouble with Clones)e todo o conteúdo adicional lançado ao longo do tempo (personalização de veículos, roupa ou habilidades). O pacote completo incluí ainda novos efeitos visuais, novas texturas gráficas e um novo motor de iluminação (que incluí HDR) e que dá um brilho visual mais moderno e actual. Para além de todas as alterações, os próprios protagonistas possuem agora um traço mais humano e menos cartoonizado (o que pode não ser particularmente apreciado pelos fãs da franchise).

Neste pacote completo, temos assim acesso à totalidade dos conteúdos lançados ao longo do tempo e à dose de “loucura” total de modo imediato. O jogo tem uma vertente de acção muito intensa, num mundo aberto, com sequência de condução frenética e onde vamos progredindo ao longo das missões principais que constituem a história do jogo e missões secundárias muito diversificadas, as quais incluem mini-jogos, controlo de bases de gangues rivais, ataques aéreos, destruição de propriedades e outras actividades sempre marcadas por bastante dinamismo e acção no ecrã, marcado agora pelo sistema remasterizado de física e luminosidade, bastante mais moderno, o que torna toda esta destruição mais expressiva visualmente.

Tudo em Saints Row: The Third é exagerado, over-the-top e onde o realismo é esquecido em prol de sequências de acção alucinantes, humor non-sense constante com sexo, drogas e dildos e onde a história propriamente dita é colocada em segundo plano para um fluir constante de actividades imaginadas para fazer esquecer qualquer sentimento de monotonia. As mecânicas de jogo fazem parecer o jogo um clone de Grand Theft Auto, mas com o volume do exagero colocado ao máximo. Mesmo em termos de personalização, podemos configurar os nossos personagens, carros e armas, com uma imensidão de opções. Se quisermos estarmos vestidos de homens-lobo, ninjas, princesa guerreiras, marcianos ou zombies, essa será uma possibilidade no menu de escolhas. Neste aspecto, o acesso ao pacote completo do jogo dá logo a possibilidade de conseguirmos vir a fazer updates às roupas, carros ou armas de um conjunto de 30 DLC´s de personalização que foram sendo lançados ao longo do tempo, após o lançamento do jogo base. E as opções são imensas, tudo doseado com um tempero de loucura e brincadeira.

Além do aspecto cosmético, vamos ao longo do nosso progresso no jogo, tendo acesso a upgrades e melhorias que vão sendo sendo desbloqueadas e dando a possibilidade de tornarmos os nossos heróis mais fortes e mais capazes de enfrentar os gangues rivais.

Em termos de performance desta remasterização, na análise efectuada na PS4 Pro, tudo está fluído e sem problemas de framerate, salvo algum stuttering e pequenos glitches muito esporádicos, mas que, de um modo global, não estraga a experiência que se tem. O jogo corre a 30fps, com a possibilidade de se fazer unlock ao limite de framerate, mas sem grande alteração na performance final.

Em suma, revisitar um Saints Row: The Third remasterizado de cara lavada e aspecto mais moderno, não invalida que se sinta que estamos a voltar a um jogo já com 9 anos e onde o peso da idade de um jogo que não se quer levar a sério é notório. Contudo, tal não invalida que, se pretendem acção exagerada a rodos, piadas politicamente incorrectas e divertimento sem qualquer compromisso com a realidade, é o jogo certo para desligar o cérebro e mergulhar no disparate total.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise.

Veredito

Nota Final - 8

8

Saints Row: The Third Remastered é aquele tipo de jogo bom para aparvalhar devido às coisas super exageradas que oferece.

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