Análises

Sonic Forces

Versão testada: Playstation 4 Pro

Desde o Sonic Generations que o Sonic em 3D tem andado nas ruas da amargura. Sonic Lost World e o Sonic Boom foram considerados fracos ou medíocres, sendo que este último atingiu apenas cerca de meio milhão de unidades mundialmente e, como tal, foi pior jogo do Sonic em termos de vendas. E é com pena minha, como grande Sonic Fan (and Shadow Fan já agora) que eu sou, parece que este Sonic Forces, que tinha tanto potencial, também não vai passar do medíocre.

O Doctor Eggman volta a atacar e o Sonic é chamado mais uma vez para tentar salvar o mundo. O nosso vilão com um formato de ovo recruta o Metal Sonic, Chaos, Zavok e um novo vilão chamado Infinite. Com esta equipa, o Sonic foi facilmente derrotado, e com isto, o mundo do ouriço azul ficou mergulhado num caos. Após 6 meses, Knuckles juntamente com os outros amigos do Sonic, formam uma pequena resistência e recrutam um novo soldado, que tem como sobrenome “Rookie” (Avatar).

O Rookie aka Avatar, trata-se de uma espécie de “custom hero”. Com isto, quero dizer que podemos criar o nosso próprio herói no jogo. Podemos editar a espécie (Gato, Cão, Ouriço, Urso, etc.) da personagem, podemos editar a cor dos olhos e da pele, assim como podemos por objectos, roupas e outros tipos de acessórios no Avatar. Também é possível ditar o tipo de Wispon. Wispon são armas, e digo já que há uma enorme quantidade delas, desde o Burst que se trata de uma espécie de flamethrower que também pode ser usado como propulsão no ar; Lightning – pode ser usado como chicote eléctrico ou pode ser usado para passarmos por uma trilha de anéis ou de inimigos, entre outras. Gostei bastante desta ideia do Custom Hero, que apesar de não ser original, serviu para a Sega evitar as críticas se pusessem mais uma nova personagem no universo do ouriço azul.

No Sonic Forces jogamos com três personagens: Modern Sonic, Classic Sonic e o Avatar. Modern Sonic para acção e velocidades desenfreadas, Classic Sonic para os níveis clássicos do estilo da era Mega Drive, e Avatar para dar uso às armas para ultrapassar os obstáculos e destruir os inimigos. Em algumas alturas, utilizamos o Avatar e o Modern Sonic ao mesmo tempo. Os controlos do jogo não são propriamente maus, mas por exemplo, não gostei nada do controlo aéreo do Avatar e do Modern Sonic. Morri umas quantas vezes à conta do mau controlo aéreo num dos bosses. Também não gostei dos scripted events (loops) que obrigam a redução de velocidade e que retiram a sensação do mesmo, e não gostei do facto do Classic Sonic ser algo lento. Não é que seja ultra lento, mas é lento o suficiente para não conseguirmos ultrapassar uns poucos obstáculos, coisa que raramente acontecia nos clássicos da Mega Drive.

O jogador tem sempre muita coisa para fazer, desde completarmos missões para progredirmos na história e para obtermos acessórios e roupas e entre coisas para o nosso Avatar. E se obtivermos S rank nas missões, sejam missões principais ou missões extra, ganhamos mais coisas para o nosso Custom Hero. Também temos SOS missions que no qual temos que completar a missão (sempre missões do modo história) sem perder uma única vida e com uns requerimentos especiais.

Em termos de stages, falta de originalidade por parte da Sega. O Death Egg ainda tem desculpa, mas o mesmo não posso dizer do Green Hill e do Chemical Plant que já estiveram em jogos anteriores como o Sonic Generations e o Sonic Mania. E mesmo nos novos, sinto que por exemplo no (Mystic Jungle) Casino Forest do Classic Sonic, foi mal aproveitado. Pensei que aquele vídeo gameplay do nível que a Sega publicou há uns meses atrás fosse 50% ou 75% do nível e afinal era… 90% do nível. Podia ter sido mais longo, uma vez que também tem uma música muito boa. E por falar em músicas, neste campo (aqui a Sega é rei), apesar de eu não ter gostado de 2 ou 3 músicas, na minha opinião acabou por ser satisfatório.

Em termos visuais, apesar de não ser nada para aí além, são satisfatórios e a framerate é ainda melhor; 60 FPS (30 FPS nas cutscenes) super estáveis. A história em si não passa do razoável, mas com muitos furos abaixo do esperado. Podiam e deviam de ter explorado a origem do vilão Infinite (mesmo no Episode Shadow, aquilo soube muito pouco e a origem só é explicada nas Comics), que no qual tinha um enorme potencial, já para não falar que não gostei de um ponto no modo história que no qual não irei revelar porque é spoiler.

Conclusão, tanto entusiasmo que tive no jogo antes de ele sair e após o ter acabado, deixou-me um pouco desiludido. A equipa que fez bons jogos como o Sonic Colors e o Sonic Generations devia ter feito melhor os trabalhos de casa. Este Sonic Forces não é mau, até tem os seus aspetos positivos, mas podia ter sido melhor.

Nota editorial: Foi-nos fornecida uma cópia deste jogo pela Ecoplay para efeitos de análise.

Nota Final - 6.5

6.5

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