Análises

BlazBlue: Cross Tag Battle

Destinos cruzados!

Versão testada: Playstation 4 Pro

Apesar da série BlazBlue não ser propriamente conhecida em Portugal, é uma série que já tem quase 10 anos, e é também uma série desenvolvida pela Arc System Works, a mesma produtora que nos trouxe o excelente Dragon Ball FighterZ, mas também séries como o Persona 4 Arena e Under Night In-Birth. Algum membro da ASW teve a ideia de colocar as séries BlazBlue, Persona 4 Arena, Under Night In-Birth e a estreante RWBY, juntamente com os combates 2 vs 2, tudo no mesmo saco. E o resultado foi este: BlazBlue: Cross Tag Battle.

Uma voz estranha e misteriosa decidiu misturar, através do Phantom Field, quatro mundos num só e esses membros de cada mundo foram convocados sem aviso prévio. Cada grupo foi aconselhado, pela tal voz misteriosa, a manter a sua Keystone e tirar as Keystones dos outros grupos se quiserem regressar ao seu mundo. E apesar da história ser apenas razoável, tem sempre um ou outro momento hilariante (embora sejam simples) e, felizmente, ao contrário do que acontecia no Chronicles do Under Night In-Birth Exe:Late[st] e no modo história do Persona 4 Arena Ultimax por exemplo, que no qual tinham diálogos exageradamente longos, neste BlazBlue: Cross Tag Battle os diálogos são curtos. Dos quatros episódios, o episódio BlazBlue é ligeiramente diferente dos outros três, uma vez que tem caminhos para levar a um final diferente, dependendo das respostas que damos às personagens.

Para quem vem do BlazBlue, digo-vos que em termos de jogabilidade é exactamente a mesma. Se vieram do Persona 4 Arena ou do Under Night In-Birth Exe:Late[st], tiveram umas pequenas modificações aqui e acolá, já para não falar que a jogabilidade está mais simples. Uma vez que isso iria dar imenso trabalho e exigir demasiado tempo de desenvolvimento, o estilo visual 2.5D do Guilty Gear Revelator e do Dragon Ball FighterZ foi deixada de lado neste BlazBlue Cross Tag Battle. Contudo, tal como no Under Night In-Birth Exe:Late[st], continuam muito bons e continua a ser delicioso ver cada frame de cada personagem, estando ela em movimento ou simplesmente na sua pose de combate. As lutas são mais ou menos como no Dragon Ball FighterZ, só que em vez de serem 3 vs 3, são 2 vs 2. Isto significa que durante os combates, o jogador pode fazer combos mais simples apenas com uma personagem ou combos mais difíceis com as duas personagens. Independentemente disso, e apesar haver uma ou outra personagem ligeiramente mais forte que o desejado, quanto mais o tempo passa, mais aprecio a jogabilidade deste jogo.

Temos 20 personagens disponíveis (22 se estivermos a contar com a Blake e a Yang, que são DLCs grátis), entre as quais Ragna the Bloodedge, Jin Kisaragi e Rachel Alucard de BlazBlue, Yu, Yosuke e Chie de Persona 4 Arena, Hyde, Linne e Gordeau de Under Night In-Birth e Ruby, Weiss e Blake de RWBY. No entanto, e este é um dos principais pontos negativos do jogo, a Arc System Works deixou personagens como o Platinum the Trinity, Jubei, Hakumen, Kanji Tatsumi, Orie, Aegis e Naoto Shirogane  como DLCs sem necessidade nenhuma. Isto apesar de terem posto o DLC Pack 1 (Platinum, Orie e o Kanji) como grátis durante duas semanas após o lançamento. Já para falar que esses mesmos lutadores são oponentes no modo história.

Estão sentir familiarizados com o menu lobby do Dragon Ball FighterZ ou do Guilty Gear Revelator? Então, vão se sentir em casa em BlazBlue: Cross Tag Battle, já que o menu lobby é praticamente idêntico, o que é bastante agradável. Nesse mesmo menu podemos, por exemplo, ir à loja comprar Avatars, Icons e Plates, entre outras coisas. Em termos de modos, temos três no online: Casual Matches, Ranked Matches e Room matches, sendo que nos Casual e nos Ranked Matches somos levados para um menu lobby diferente, no qual podemos ver quem está a combater, quem está à espera de uma batalha. Por vezes, também podemos ver as conexões de cada um, assim como podemos comunicar com os jogadores com emotes, autocolantes e mensagens. Em termos de Lag, não tive razões de queixa, pois basta apenas estar atento à conexão do oponente. Nas Room matches podemos procurar ou criar o tipo de sala, Match/ Spectate Room ou Free-for-All, assim como colocar o limite de capacidade (2-8 jogadores) e de conectividade (do 0 até às 4 barras), entre outras opções. Não há private matches e não há forma de convidar os nossos amigos, sendo a alternativa criar Room matches com palavra-passe. O resultado é parecido, mas não tão prático.

Para além do Episode Mode, temos vários modos offline habituais, desde o V.S. Mode, Tactics e o Training, mas por mais estranho que pareça, o jogo não tem o Arcade mode. A banda sonora de cada personagem já conhecida está incluída no pacote, o que para mim é muito bom. Se juntarmos a banda sonora principal do jogo e as músicas da Ruby, Weiss, Blake e da Yang, então podem retirar as minhas palavras “muito bom” e ponham a palavra “excelente”. Se o BlazBlue Cross Tag Battle não tivesse levado com os DLC’s muito antes do lançamento, certamente seria um jogo de luta quase perfeito. Tirando isso, é impossível de não gostar do BlazBlue: Cross Tag Battle.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise.

Veredito

Nota Final - 8.5

8.5

Se retirarmos o facto do jogo ter DLC's antes do lançamento, BlazBlue Cross Tag Battle é um excelente jogo de luta e é completamente recomendado para os fãs do género.

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