Análises

PlayerUnknown’s Battlegrounds

O torneio do poder da PUBG Corporation.

Versão testada: Playstation 4 Pro

Quando é que surgiu o modo Battle Royale? Tudo começou em 2015, quando H1Z1: King of the Hill, desenvolvido pela Daybreak Game Company, chegou ao Early Access do Steam. Mas foi o PlayerUnknown’s Battlegrounds a dar popularidade a este modo. Desde então, jogos como o Fortnite: Battle Royale, da Epic Games, Realm Royale, da Heroic Leap Games, o modo Blackout, do Call of Duty: Black Ops 4, e futuramente o modo Firestorm do Battlefield V, que está a ser desenvolvido pela Criterion Games com a parceria da EA DICE, têm seguido esta loucura do Battle Royale. E quase 1 ano após ter saído para a Xbox One e PC, eis que finalmente chega à consola da Sony.

Tratando-se de um Battle Royale, explorar, saquear e sobreviver, são as palavras de ordem neste PlayerUnknown’s Battlegrounds. Mas vamos por partes. Temos 4 modos à escolha: Solo, Duo (2 jogadores), Squad (4 jogadores) e o 1-Man Squad (jogar sozinho em squad). Começamos dentro de um avião, sempre com trajectórias diferentes, juntamente com os restantes 99 jogadores, e temos que escolher um sítio onde queremos aterrar. Mas convém estarem atentos para o caso de haver jogadores inimigos por perto e se assim for, é sensato mudar de direcção, caso contrário, existe um enorme risco de sermos mortos logo à primeira. Após termos aterrado e uma vez que não temos nada a não ser os punhos, convém explorar casas para obtermos coletes anti-balas, mochilas, armas, silenciadores e outros equipamentos que nos ajudem a sobreviver. Convém também estar atento às supply drops que estão recheados de coisas boas. Também temos imensos veículos para usar (caso seja necessário). Durante as nossas aventuras no mapa, vão aparecendo as zonas vermelhas. São zonas que temos de evitar a 100%, a não ser que estejam com vontade de levar com algum explosivo. Como é habitual no género, temos de nos dirigir à safety zone no mapa para evitar sermos eliminados do jogo. Quanto mais tempo passa (se ainda estivermos vivos), mais pequeno se torna a safety zone, até estar reduzido a nada.

Mas calma. PlayerUnknown’s Battlegrounds tem uma curva de aprendizagem elevada, mas o jogo fornece-nos um modo em que podemos treinar as mecânicas do jogo. É uma excelente forma de nos habituarmos à jogabilidade antes de irmos para a boca do lobo. O que dizer dos mapas disponíveis? São só 3 (4 se contarmos com o Vikendi que sai em Janeiro para as consolas), mas são gigantescos e há imensos sítios para explorarmos. Os mapas são o Miramar, Erangel e o Sanhok. E todos eles são baseados em regiões reais do nosso mundo. São só uns pequenos pontos a favor neste jogo. O que não é a favor deste PlayerUnknown’s Battlegrounds, é o grafismo, o frame rate e as texturas que demoram a carregar.

Visualmente, o jogo não é nada apelativo e tendo em conta que corre apenas a 30 FPS, podiam ter realizado um melhor trabalho neste departamento. Até o Blackout do Call of Duty: Black Ops 4, mesmo correndo a 60 FPS, apresenta um melhor grafismo que o PlayerUnknown’s Battlegrounds. Mesmo na questão da frame rate, o trabalho nesta parte é pouco famoso. Existe sempre uma queda de 10 frames quando estamos a utilizar o para-quedas e é uma coisa que a PUBG Corporation já devia ter corrigido. Fora disso, não tenho grandes razões de queixas da frame rate durante o gameplay e durante algum confronto contra algum adversário. Texturas que demoram a carregar mesmo à nossa frente, infelizmente, é uma coisa que costuma acontecer frequentemente.

No PlayerUnknown’s Battlegrounds, o jogador pode escolher a perspectiva na terceira ou na primeira pessoa. Apesar destes problemas técnicos, estranhamente a jogabilidade do PUBG é viciante, especialmente se jogarmos em equipa, graças à vertente mais realista. É certo que vai ser muito frustrante nas primeiras partidas e o jogo não é para todos. Um movimento em falso pode ser fatal e é preciso ter tiros certeiros. Como é óbvio, não é obrigatório mas é recomendado usarem o vosso headset para terem uma melhor percepção do que vos rodeia e de onde vem o perigo. De outra forma, fica difícil ouvir os passos ou os tiros dos nossos adversários, por exemplo.

Dependendo da nossa prestação (mortes, tempo de sobrevivência por exemplo), no fim do jogo ganhamos pontos BP e pontos de experiência. Ao fazermos level up ao nosso nível de sobrevivente com os nossos pontos de experiência, ganhamos um item especial. Pode ser um item cosmético para a nossa personagem ou pontos BP. Existem missões diárias e semanais para fazermos e ganharmos xp como, por exemplo, jogar três jogos ou usar 8 kits de primeiros socorros. Podemos pelo menos trocar uma vez alguma das nossas 3 missões diárias caso alguma missão diária não nos agrade. Os pontos BP servem para adquirir caixas com um item cosmético aleatório, Capacetes ou Camos. Porém, certos itens só podem ser adquiridos com as G-Coins (Micro-transações). Em suma, PlayerUnknown’s Battlegrounds é um bom jogo, mas que peca pelos problemas técnicos.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise. O artigo foi escrito após a actualização 1.04.

Veredito

Nota Final - 7

7

Apesar de tecnicamente ter uma performance má, o PUBG consegue ser bom graças à jogabilidade realista.

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