Análises

BlazBlue: Centralfiction Special Edition

Versão testada: Nintendo Switch

BlazBlue é uma saga de videojogos de luta desenvolvidos pela Arc System Works, que talvez não seja tão conhecida no mercado ocidental como tantas outras, porém, os apreciadores do trabalho da Arc, conhecem-na bem. Quem não a conhece, este é sem dúvida um título a ter em conta. Especialmente porque se distingue de tantos outros devido à quantidade de personagens jogáveis e da sua narrativa, algo raro neste tipo de jogos.

Com a sua nova chegada neste mês de Fevereiro, BlazBlue: Centralfiction estreia-se na consola híbrida da Nintendo numa edição especial. Mesmo conhecendo a serie, não fui um seguidor assíduo da mesma. Joguei um ou outro, mas Centralfiction captou a minha atenção para voltar a pegar neste fighting game. Apesar de se encontrar no mercado há mais de dez anos, o título de 2016 marca o capítulo final da história de Ragna de Bloodedge, e mesmo sendo um título com quase 3 anos no mercado, a sua chegada à híbrida contém todos os DLC e updates lançados. Podemos usufruir de mais de trinta personagens jogáveis (sim, mais de 30) incluído Es, Mai Natsume, Susanoo, Ragna the Bloodedge e muitos outros. Além disso, temos não só dezenas de níveis, como também alguns modos de jogo extremamente interessantes que nos vão proporcionar imensas horas de diversão repletas de acção.

No que diz respeito a qualidade de imagem, BlazBlue permanece vibrante não só no desenho e animação dos personagens, como também em no que diz respeito aos níveis. Ainda assim, comparando com outros títulos do género, o jogo de luta desenvolvido pela Arc System Works, está ligeiramente um furo abaixo. Mas, apesar deste tipo de jogos estarem presentes há décadas, BlazBlue ainda se consegue manter fresco dentro do nicho, muito devido ao seu visual, que mesmo não estando no topo da tabela, ainda consegue ser apelativo. No entanto há que dizer que num género de videojogos lotado por tantos outros títulos, todos os pontos contam para se conseguir distinguir dos restantes.

Quanto à banda sonora, contamos com as mais variadas faixas com ritmos extremamente mexidos que encaixam perfeitamente dentro do género e Centralfiction distingue-se de outros com produções inferiores. Uma banda sonora não faz um jogo, mas sem dúvida que o ajuda a elevar no patamar. Este, lembra-me as horas que passei nas arcadas a gastar o dinheiro que ia juntando. Além de boa banda sonora, tem um toque nostálgico. Thumbs up!

O grande foco de Centralfiction é a sua jogabilidade e conta mais uma vez com controlos acessíveis até aos menos experientes no género, pois permitindo escolher um tipo de controlos simplificados, é possível efectuar as mais variadas combinações durante o combate. Em modo Stylish, podemos dizer que um simples button mash irá trazer-nos algumas vitórias. Não todas, mas algumas. Mas os experts na matéria vão preferir os controlos puristas e avançados. É sem dúvida um jogo que ainda puxa pela coordenação mental e física caso jogado desta forma. Mas com o tutorial que dispomos é possível tornarmo-nos em verdadeiros profissionais com o personagem X ou Y. E quem não gosta de uma competição saudável para ver quem realmente tem jogo de dedos neste jogo, hein?

Pois é, Centralfiction contém um dos melhores tutoriais que podemos encontrar neste tipo de videojogos. Apesar de ser repleto de texto, equacionar uma voltinha neste modo para melhorar as nossas habilidades é sem dúvida uma boa ideia, tendo em conta que além de ser capaz de proporcionar ao jogador mais casual uma perspectiva de como se luta em BlazBlue, também temos a oportunidade de aprender mecânicas e habilidades dos nossos personagens favoritos.

Em termos de modos de jogo, existe uma panóplia deles e admito que não estava à espera de tantos. Cada um com a sua particularidade, temos desde o conhecido Versus ao novo Speed Star Mode, que se estreia em Central Fiction e que é um modo de jogo em que temos de derrotar o X número de inimigos num curto espaço de tempo definido.

Temos também o modo Arcade em que podemos seguir diversos caminhos por personagem, como também temos o modo Grim of Abyss que é algo estilo RPG. Consistindo em derrotar hordas de inimigos e permite personalizar a personagem de forma a melhorar as suas habilidades e características (stats). Já em relação ao modo online, temos o modo normal e ranked. Porém não tive oportunidade de testar nenhum dos modos, pois sempre que tentei não encontrava adversário ou sala para jogar. Uma pena pois creio que existiram alterações em relação aos lobbies. Não obstante, o room mantém-se. Sala que podemos decorar com diversas mini mobílias e peluches de BlazBlue.

Então e como corre em modo TV e modo Docked? Não tive qualquer problema com o jogo em nenhum dos modos. Corre na perfeição e sem qualquer tipo de arrastamento ou quebra de frames. O que não é de espantar visto que Centralfiction não é propriamente um colosso gráfico. Revela-se um bom título de luta a ter em conta para quem quer jogar no conforto da televisão e sofá, ou para quem pretende jogar modo portátil durante longas viagens. As cores vibrantes realçam o potencial do ecrã da Switch, proporcionando uma excelente experiência.

Em suma, Centralfiction é sim mais um jogo dentro do género, mas permanece fiel ao que sempre foi. É um título polido, cheio de acção e sendo esta uma edição que contem todos os DLC já lançados, é sem dúvida uma excelente opção para os entusiastas, pois é um jogo que cumpre com o prometido. Revela-se um título com muita diversão, imagem que cumpre, jogabilidade top notch e repleto de conteúdo. Podemos dizer que serve para passar horas a fio em combates, tornando os botões dos comandos frouxos porque não aguentaram tanta pressão.

Um pequeno preço a pagar pela vitória. Já para quem adquiriu o título em 2016 numa das outras plataformas, o que este realmente traz a mais para a mesa é os DLC dos personagens. Pois permanece o mesmo jogo de há 2 anos. É um port sólido com a checkbox de personagens extra seleccionada. Mas é mais do mesmo do lançado em 2016. Ainda assim, se estão à procura de um fighter sólido para a Switch, com Centralfiction não há que enganar. Pois somando uma jogabilidade polida e sendo um jogo visualmente agradável, é sempre uma boa opção.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise.

Veredito

Nota Final - 7.5

7.5

A versão Switch de BlazBlue: Centralfiction é um port solido trazendo o bom e o mau da edição de 2016.

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