Análises

Ghost Giant

O amigo fantasmagórico.

Versão testada: PlayStation 4 Pro (com o PlayStation VR)

No ano passado, tive a oportunidade de jogar Moss. Na altura, fiquei agradavelmente surpreendido pela qualidade do título e pela forma como o PS VR era utilizado para ampliar a experiência oferecida. Agora, um ano depois, eis que volto a ser agradavelmente surpreendido pela qualidade de um outro jogo de aventura para o dispositivo de realidade virtual da Sony. Esse jogo, da autoria da Zoink Games, chama-se Ghost Giant.

Não vou entrar em grandes detalhes sobre a narrativa para não estragar a surpresa a ninguém, mas as coisas começam de forma parecida a Moss. Louis, o nome do protagonista, tem tido problemas em casa e sente que está sozinho no mundo, sem ninguém para o ajudar. Ele tem família e amigos, mas devido a certos acontecimentos, estas relações não são tão boas como o desejado. Eis que de repente, um fantasma gigante lhe aparece à frente e o ajuda a solucionar diversos problemas. E é esse o nosso papel. Assumindo a função de fantasma gigante, iremos percorrer diversas sequências e completar variados puzzles ao mudar objectos nos cenários.

Uma das coisas mais bem utilizadas neste jogo é o design sonoro de cada área. É possível ouvir múrmurios à distância vindos das ruas da cidade. Se nos inclinarmos, somos capazes de conseguir apanhar uma conversa inteira e ao espreitar por uma janela, podemos ver um dos habitantes a lidar com problemas pessoais. Isto, acima de tudo, faz com que o mundo de Ghost Giant pareça vivo, o que nos puxa ainda mais para dentro da experiência.

Devido ao estilo de jogo, nós vemos os cenários de cima para baixo e não temos grande liberdade de movimentos. Contudo, podemos rodar o corpo para ter uma perspectiva diferente dos objectos. A minha jornada neste mundo foi boa, mas não foi isenta de problemas. Ocasionalmente, o tracking deixava de funcionar correctamente, obrigando-me a fazer uma recalibração. Esta recalibração não obrigava a sair do jogo, o que aliviava a situação, mas estragava um pouco a imersão.

No que toca aos gráficos, Ghost Giant é um dos melhores disponíveis para o PS VR. Todos os cenários têm um estilo que se assemelha a dioramas de papel e cartão, cheios de cor e vida, que adicionam carisma e charme ao jogo. É gratificante poder explorar cada centímetro dos cenários com o PS VR, não só pela sua quantidade de detalhes, mas também para descobrir os segredos que por lá se escondem.

Ghost Giant não é o título PS VR mais complexo ou revolucionário do mercado, mas também não é algo que ambiciona ser. Com cerca de 4 ou 5 horas de duração, este título tem uma longevidade razoável para o género, sendo longo o suficiente para divertir e criar ligação com o jogador, mas sem se arrastar demasiado. E é isso que consegue fazer muito bem: criar uma ligação através de uma narrativa cativante e de um mundo vibrante. O PS VR conta com alguns excelentes títulos, incluindo Moss, Astro Bot Rescue Mission, Beat Saber, Tetris Effect e Firewall: Zero Hour. Ghost Giant conquistou o direito de entrar nessa lista de referências.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise.

Veredito

Nota Final - 8.5

8.5

Ghost Giant não é revolucionário no que toca à utilização da realidade virtual, mas é um título competente e com profundidade emocional suficiente para cativar os jogadores.

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