Análises

World War Z

Quatro sobreviventes vs milhares de zombies.

Versão testada: PlayStation 4 Pro

A empresa norte-americana Saber Interactive decidiu pegar no livro do Max Brooks, intitulado World War Z: An Oral History of the Zombie War, e no filme World War Z, que teve Brad Pitt no papel principal, e desenvolver um jogo baseado neste universo. Este World War Z é um jogo cooperativo na terceira pessoa onde vamos ter que enfrentar imensos zombies. E quando digo imensos, é milhares de zombies. De certa forma, pode-se dizer que este título foi buscar alguma inspiração a Left 4 Dead.

Caso se estejam a perguntar, sim, o jogo decorre no mesmo universo do filme. Nova Iorque, Jerusalém, Moscovo e Tokyo são as cidades por onde vamos passar e onde teremos de enfrentar enormes hordas de zombies, sendo que cada uma tem o seu grupo quatro de sobreviventes. Em Nova Iorque temos como personagens o Angel Flores, o Tashaun Burnell, a Bunko Tatsumi e a Arnetta Larkin. Em Jerusalém, temos o Judd Whitaker, a Dina Mizrahi, o Ethan Wolfe e o Daniel Alahey. Por sua vez, em Moscovo, temos a Oksana Orlovskaya, o Ivan Dovchenko, o Timur Yushkevich e o Sergei Popov. E por último, em Tokyo, temos os sobreviventes Sho Sugiyama, a Kimiko Nomura, o Tatsuo Matsumoto e o Hiroji Okada.

No inicio das missões começamos sempre com uma Compact SMG e com uma Pistola. Não existem tutoriais, mas rapidamente o jogador se habitua à jogabilidade deste World War Z, ainda para mais porque é um jogo muito linear. O objectivo das missões cooperativas, offline ou online, são simples e incluem, por exemplo, matar zombies, ir a um local específico, defender uma zona ou ligar interruptor. E vão repetir isto umas quantas vezes. Mas apesar da sua extrema repetitividade, World War Z até que é divertido, muito por causa da sua boa jogabilidade. Pena que a IA seja algo básica. Houve algumas alturas em que eles deram prioridade ao matar zombies ao invés de me fazerem revive. Digamos que é uma razão para o pessoal ir para a campanha cooperativa online. Importa salientar que a nossa vida não regenera. Em vez disso, temos de nos curar (ou curar os companheiros) com Medkits, o que torna ainda mais necessário de atenção aos zombies.

Temos várias classes diferentes à disposição, assim como um variado arsenal para apanhar. Durante as missões, também podemos encontrar as chamadas armas pesadas como as metralhadoras ou as lança-granadas, mas que só devem ser usadas em situações complicadas. Felizmente, as personagens não estão restringidas às classes, sendo assim, podemos escolher aquilo que quisermos. Gunslinger, Hellraiser, Medic, Fixer, Slasher e o Exterminator são as classes que estão presentes na campanha. Todos elas têm core perks diferentes umas das outras e é possível desbloquear certos perks dependendo do nosso nível e do dinheiro que temos.

Após termos completar algum capítulo, somos recompensados com pontos experiência para a classe e as armas que utilizamos, assim como dinheiro que pode ser usado para adquirir upgrades para as armas e adquirir perks (Seja no Co-op Campaign ou no Multiplayer). Para o caso de estarem fartos do Co-op Campaign… temos Multiplayer para variar um bocado. Player vs Player… and vs Zombie. Sim, é isso mesmo. Não só temos que enfrentar a equipa adversário, como temos Zombies para apimentar as coisas. Por vezes estes Zombies podem pender a balança a nosso favor ou não, dependendo das situações.

Swarm Domination, King of the Hill, Swarm Deathmatch, Scavenge Raid e o Vaccine Hunt são os modos disponíveis em World War Z. Existem classes com as armas predefinidas para escolhermos e usá-las. Por exemplo, o Support tem como armas predefinidas a AK-47, Compact SMG e a Machinegun e tem como equipamento a Supply Bag. Sim, o Support serve para isso mesmo; dar suporte (munições) à nossa equipa. É semelhante ao especialista Crash do Call of Duty: Black Ops 4. Restantes classes do Multiplayer são o Survivor, Trapper, Specialist, Warfighter, Phantom, Demolisher, Striker, Assassin e o Shadow. Não tive quais quer problemas de conectividade durante as minhas sessões de jogo mas, apesar da sua ligeira originalidade, confesso que fiquei mais entusiasmado com a campanha cooperativa do que com o modo multiplayer.

Visualmente, este é um jogo razoável, mas havia margem para ser melhor. É certo que é engraçado fazer “turismo” nas quatro cidades do jogo desenvolvido pela Saber Interactive, mas em certos momentos, deu-me a sensação de estar a jogar um jogo da anterior geração. No que toca ao departamento sonoro, enquanto que os sons das armas são positivos e é sempre divertido desmembrar os zombies com estas armas, a banda sonora é praticamente inexistente e completei o jogo sem ficar com uma música gravada no meu cérebro. No geral, World War Z não é mau e em certos momentos até é divertido, mas está muito longe da qualidade de um Left 4 Dead.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise. Jogo testado com a actualização 1.02.

Veredito

Nota Final - 6.5

6.5

World War Z podia ter sido um muito bom jogo se a Saber Interactive tivesse melhorado certos pormenores.

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