Análises

Mario Party Superstars

Um divertido regresso ao passado

Versão testada: Nintendo Switch
Disponível para: Nintendo Switch

No seu percurso de 23 anos, Mario Party passou por muitos tabuleiros, mini-jogos e mudanças, algumas mais bem-vindas do que outras. Nos últimos anos, muita gente pedia um jogo que voltasse às origens e que melhor maneira de o fazer do que com uma colecção do melhor da história de Mario Party?

Mario Party Superstars traz cinco tabuleiros dos primeiros três jogos da série e 100 mini-jogos que vêm desde o Mario Party da Nintendo 64 até ao Mario Party 10 da Wii U. Aqui não há dados especiais das personagens, um carro ou qualquer outra gimmick que tenha aparecido nos jogos mais recentes: são só quatro personagens a lançar dados, andar pelo tabuleiro e competir em mini-jogos para apanhar o maior número de estrelas possível.

O número de tabuleiros podia ser maior (com tantos por onde escolher, haver só cinco sabe a pouco), mas são boas escolhas. Yoshi’s Tropical Island é o mapa mais simples, onde a estrela alterna entre dois sítios quando alguém calha num espaço de evento, enquanto que no Space Land um feixe lançado pelo Bowser nos pode fazer perder todas as moedas e naves espaciais perseguem e empurram as personagens. No Peach’s Birthday Cake podemos usar moedas para plantar plantas Piranha que roubam moedas ou estrelas aos outros jogadores e no Woody Woods temos de planear as nossas jogadas com antecedência porque o caminho que seguimos muda regularmente. Horror Land é o tabuleiro mais complexo; jogamos de dia e de noite, o que muda que caminhos estão abertos e faz aparecer os Boos que roubam moedas. Se tivermos uma chave esqueleto, 150 moedas e for de noite, podemos falar com o King Boo para roubar uma estrela a todas as personagens, o que pode virar completamente o jogo. Estas e outras mecânicas fazem com que os tabuleiros sejam bem distintos uns dos outros e nunca aborrecidos.

A selecção de 100 mini-jogos é excelente; são todos fáceis de aprender e, como não usam controlos por movimento, qualquer comando pode ser usado e pode-se jogar no modo portátil. Praticamente todos os mini-jogos são óptimos e, salvo uma ou outra excepção, muito diferentes uns dos outros. Os jogos 3 vs 1 são um bocado desequilibrados (tendem a favorecer bastante um dos lados), mas os restantes dão uma hipótese justa a todos. Quer estejamos a saltitar numa bola e empurrar os outros em Bounce ‘n’ Trounce, a lutar com bolas de neve em Snowball Summit ou a apanhar bolas de gelado que caem do céu em Coney Island, a diversão é garantida. Se, em vez de jogarmos em tabuleiros no modo Mario Party, escolhermos o modo Mt. Minigames, há algumas maneiras diferentes de jogar só mini-jogos. Podemos escolher individualmente, competir para apanhar o maior número de moedas, fazer os desafios diários, tentar ganhar o maior número de jogos seguidos no modo de sobrevivência, jogar em equipas ou experimentar versões mais compridas dos mini-jogos de desporto.

Felizmente o jogo dá-nos algumas hipóteses para personalizar a nossa experiência. Podemos mudar a dificuldade e velocidade do CPU, assim como a duração dos jogos, desligar estrelas bónus, escolher apenas mini-jogos de uma certa consola ou de um certo tipo e decidir se a música que passa em cada mini-jogo é a versão original ou a nova, entre outras opções. A opção mais bem-vinda é a possibilidade de jogar qualquer modo online. Claro que é sempre mais divertido jogar com outras pessoas no mesmo local, mas isso pode ser bastante difícil; por isso, poder finalmente jogar online sem entraves faz uma diferença enorme. Podemos jogar com estranhos ou amigos e outras pessoas podem estar na mesma consola que nós, o que é bem melhor do que jogar contra o CPU quando apenas temos mais um ou dois jogadores connosco. Não há voice chat, mas podemos desbloquear e enviar uma data de autocolantes com desenhos e mensagens, o que é suficiente para mostrar a nossa alegria ou fúria. Claro que a qualidade da ligação de cada jogador é que dita se o jogo vai correr bem online ou não. Felizmente só tive problemas uma vez e todos os outros jogos que fiz correram perfeitamente.

Tanto os tabuleiros como os mini-jogos foram lindamente recriados: os cenários estão muito bonitos e cheios de pormenores e é difícil olhar para o bolo de anos da Peach e não ficar com alguma fome. As personagens têm o mesmo aspecto que tinham em Super Mario Party, mas as animações dão-lhes imensa personalidade. O jogo corre a 60 fps, o que é sempre bom, mesmo que o framerate não seja particularmente importante neste estilo de jogo. A banda-sonora é tão alegre como os visuais; todas as músicas têm novas versões muito bem conseguidas, mas é giro poder desbloquear as originais.

Mario Party Superstars não reinventa a roda, mas é um jogo de festas incrivelmente divertido. Apesar de ser uma colectânea de tabuleiros e mini-jogos antigos, a selecção é tão boa e foi tão bem modernizada que o jogo sabe mais a um regresso à forma do que um regresso ao passado.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise.

Veredito

Nota Final - 9

9

Mario Party Superstars é uma excelente colecção de tabuleiros e mini-jogos que faz de forma óptima o que Mario Party faz de melhor: divertir pessoas, mesmo quando estão a perder.

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