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Os melhores jogos de 2017

Tal como no ano passado nós, a equipa responsável pelo portal de jogos ZWAME, apresentamos a nossa selecção pessoal dos melhores jogos do ano. Esta selecção é pessoal e resulta das experiências que cada um de nós teve, tendo em conta que nem todos temos todas as consolas ou mesmo um PC competente para jogar.

Ao contrário do ano passado decidimos escolher apenas um jogo cada um, portanto é o chamado GOTY pessoal de cada um de nós. Estando 2017 a chegar ao fim só nos resta salientar que este foi um dos melhores anos para os videojogos, tanto em oferta como em qualidade, portanto, sem mais demora, aqui ficam as nossas escolhas:

Daimon, escolheu Horizon Zero Dawn

“Além das séries anuais populares e do regresso de franquias clássicas, 2017 também nos trouxe algumas grandes surpresas como Nier Automata e Nioh. Até há umas semanas atrás, Persona 5 era indiscutivelmente o meu “jogo do ano”, mas a recente expansão para Horizon Zero Dawn conseguiu dar o empurrão que faltava para o jogo chegar à primeira posição.
Para surpresa de muitos, incluindo minha, a Guerrilla Games conseguiu apresentar um action RPG com um setting pouco fora do habitual e uma história verdadeiramente interessante, e ao mesmo tempo, evitou muitas das armadilhas que amaldiçoam os jogos open world. Para além disso, o estúdio teve o cuidado e bom senso de criar uma personagem feminina não estereotipada nem sexualizada ao extremo. A expansão The Fronzen Wilds não só continuou o já excelente trabalho do jogo base, como conseguiu inclusive melhorar alguns aspectos técnicos. Por tudo o que faz de bem, Horizon Zero Dawn é o meu “jogo do ano”. Mal posso esperar para ver o que a Guerrilla Games tem reservado para as próximas aventuras de Aloy.”

ShadowPeter, escolheu Crash Bandicoot N. Sane Trilogy

“O meu cérebro ainda ficou a fumegar se ia escolher o Crash Bandicoot N. Sane Trilogy, Yakuza Kiwami ou o RiME. Sim, é verdade que tivemos excelentes jogos como por exemplo o Horizon Zero Dawn, Assassin’s Creed: Origins ou o Uncharted: The Lost Legacy, mas prefiro dar o prémio aos jogos que joguei e analisei. E neste aspecto, vou dar o prémio ao marsupial.
A Vicarious Visions sem dúvidas fez um excelente trabalho, jogo que cheira a nostalgia em todos lados, plataformas (especialmente o 1º) de meter os jogos de plataformas de hoje em dia num lixo, soundtrack fenomenal, jogabilidade super fluída, gráficos satisfatórios. Anos e anos sem sabermos o que é ter um Crash Bandicoot excelente, precisam de mais palavras??”

João Lopes, escolheu The Legend of Zelda: Breath of the Wild

“A viagem é mais importante do que o destino. Esta máxima podia ser a tagline de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, porque, sim, podes ir até aquela montanha que vês no horizonte, mas o que interessa é como o fazes.
Construído sobre mecânicas mais do que sólidas e um sistema de física surpreendentemente robusto, Breath of the Wild faz mais do que pôr o explorador a seguir setas e ícones numa caixa onde largaram coisas para preencher checklists e encher barras; o que interessa é a interacção entre o jogador e o mundo. Cada pedaço do mapa é uma oportunidade para experimentar coisas novas: com qualquer acção a ter uma reacção palpável, imediata e lógica, o jogo oferece verdadeira liberdade de exploração e experimentação ao aventureiro.
The Legend of Zelda: Breath of the Wild mostra como se faz um jogo open world de qualidade, e eu não consigo voltar atrás. Mais do que o melhor de 2017, é o melhor jogo que alguma vez joguei.”

WDFOX, escolheu Assassins Creed: Origins

“A minha escolha é Assassin’s Creed Origins, sendo o único Assassin’s que me cativou desde a sua apresentação e não me desiludiu, aliás, superou as minhas espectativas. Começando pelo tema que foi escolhido, o antigo Egipto. São poucos os jogos que se situam nesta época. O jogo tem um mapa vasto e com grande diversidade de ambientes, desde desertos onde podemos esperar as alucinações características, a pequenas ilhas cheias de fauna e flora. O sistema de combate está muito bom, o Craft de equipamentos, uma vasta escolha de armas e arcos, vários tipos de missões, as cidades e aldeias bastante povoadas e com várias coisas a acontecer ao mesmo tempo. Os gráficos estão acima da média para um jogo multiplataforma. Podemos contar com sistema de dificuldade. Uma narrativa envolvente, que queremos sempre mais a cada missão que terminamos. No final do dia, podem contar com muitas horas de misticismo e de beleza gráfica, passando por combates exigentes e muitos segredos por desvendar.”

Bruno NuKER, escolheu The Legend of Zelda: Breath of the Wild

“Sem dúvida o jogo que mais me marcou, saindo destacado do meio de tanta oferta em bons jogos que tivemos em 2017. Breath of the Wild não inova o género, não é o melhor exemplo de gráficos e muitas das suas ideias estão presentes noutros jogos. O que o torna especial para mim é o conjunto de todas as coisas que faz e a qualidade e prazer com que nos agarra ao seu mundo de jogo. É um jogo para exploradores, para quem quer um jogo fácil ou complicado, para quem quer esboçar um sorriso sempre que explora uma zona nova do seu imenso mundo. Tem um Design cuidado e meticulosamente criado que consegue ser mais do que parece e só jogando se consegue perceber a sua magnitude.
Eu não era um fã enorme de Zelda, mas agora sou!”

Jack-O-Lantern, escolheu Horizon Zero Dawn

“A escolha do jogo do ano, apesar de procurar objectivamente destacar aquele que reúne mais aspectos e características positivas, estará sempre condicionada pela preferência pessoal que inevitavelmente condiciona a opção a tomar.
Com o lançamento de excelentes jogos nos mais variados géneros, gostaria de ter espaço para dar destaque a alguns dos títulos que mais me surpreenderam ao longo do ano, como Hellblade: Senua´s Sacrifice, RIME, Last Day of June, The First Tree ou ainda o regresso em força de uma franchise histórica com Assassins Creed: Origins, mas a limitação da escolha apenas a um jogo, leva-me a salientar a mestria de um jogo que me marcou, que pela história, jogabilidade e qualidade em geral, mas por ser uma aposta num novo IP, com todos os riscos inerentes a tal.
Este é Horizon Zero Dawn, um novo RPG de ação da Guerrilla Games, lançado em Fevereiro de 2017, e que marcou, pela excelência, o panorama dos videojogos neste ano.
Seguindo a história de Aloy, num mundo pós-apocalíptico povoado por criaturas dinossáuricas robotizadas, vamos desvendando os mistérios que povoam vastos territórios e diferentes tribos, procurando através de várias abordagens de jogabilidade, encontrar naquele mundo aberto, uma progressão diversificada que permita encontrar algumas respostas para muitos segredos escondidos.
Destaco Horizon Zero Dawn como o meu jogo preferido em 2017, na medida em que, sendo um showcase gráfico das capacidades exclusivas da consola da Sony, a par de uma protagonista com forte personalidade, uma história interessante e um conjunto de missões principais e secundárias sólidas e cativantes, consegue ser um produto muito equilibrado na abordagem, em termos de jogabilidade na escala de inimigos e na enorme dimensão de um mundo orgânico e povoado por actividades interessantes.
Com o lançamento da expansão Horizon: Zero Dawn – The Frozen Wilds, reforçou-se a minha avaliação muito positiva à qualidade deste título, na medida em que, a dezena e meia de horas acrescentada ao jogo-base, permitem dar um contributo valioso para se encontrarem algumas respostas aos mistérios que Aloy procura desvendar, com a mais-valia de se adicionarem novos inimigos, novos itens e novas zonas em que é um prazer perdermo-nos a explorá-las de modo livre.
Horizon Zero Dawn é, sem suma, um jogo com uma enorme qualidade e que merece o meu destaque pessoal para jogo do ano de 2017.”

Kenshi, escolheu Persona 5

“Este ano tem sido espetacular no que diz respeito a bons videojogos onde tivemos o lançamento de vários colossos por todas as plataformas e para todos os gostos. Decidir o meu voto de melhor jogo do ano foi muito, muito difícil. Com títulos como Horizon: Zero Dawn, Zelda, Persona 5, Nier, entre outro,s perto do pódio e apenas com a possibilidade de escolher um, o peso de uma pena caiu na balança, levando o troféu milimetricamente até Persona 5.
É um jogo ainda considerado de nicho sim, mas é um título que está a ganhar cada vez mais ímpeto e mercado no ocidente. Com uma história excelente, um grafismo anime detalhado e polido, uma jogabilidade estupenda e uma banda sonora a condizer, é um jogo que sem dúvida mereceu a sua nomeação para jogo do ano nas diversas categorias que terá sido nomeado. Com Persona 5, a Atlus acertou na mouche em praticamente tudo.”

E qual foi o vosso “jogo do ano”? Gostaríamos que participassem no tópico e dessem a vossa opinião sobre qual o melhor jogo que jogaram este ano, justificando a escolha com um pequeno parágrafo.

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