Análises

Firewall: Zero Hour

Estratégia, coordenação e confrontos intensos.

Versão testada: PlayStation VR

Vários shooters já provaram o seu valor na biblioteca de jogos do PlayStation VR, mas Bravo Team, que se esperava que fosse uma boa opção para aqueles que gostam de tactical shooters, deixou um valente amargo de boca. Por essa razão, estava algo reticente em experimentar Firewall: Zero Hour com receio que fosse mais uma desilusão, mas ainda bem que resolvi ver o jogo em acção. A experiência que tive durante as minhas sessões foi bem melhor do que antevia.

Firewall: Zero Hour não é extravagante nem apresenta modos super complexos. Em vez disso, a jogabilidade assenta em combates extremamente tácticos. Duas equipas de quatro elementos enfrentam-se para completar objectivos, sendo necessário uma boa dose de comunicação para conseguir vencer. Tanto podem jogar com o DualShock 4 como com o Controlador de mira PlayStation VR, sendo este último a melhor opção para experienciar este título. Tendo em conta o estilo de jogo e o facto de ser pensado para a Realidade Virtual, o Controlador de mira foi o método que achei mais natural.

De forma resumida, a equipa que está a defender precisa de preparar as suas defesas ao colocar gadgets e cobrir os pontos de entrada, enquanto que a equipa que vai atacar investiga o mapa. Em seguida, os atacantes precisam de localizar e destruir duas firewalls, para assim descobrirem a localização do portátil. Para ganhar, têm de iniciar o hack e aguentar a posição. Como disse, nada de extravagante, mas oferece duelos intensos e uma das experiências em realidade virtual mais imersivas que me passou pelas mãos.

Uma coisa que ajuda a evitar a sensação de repetição é o facto de estarem disponíveis 9 mapas no lançamento. Todos são diferentes uns dos outros e apresentam vários pisos, muitos cantos para aproximar com cuidado e longos corredores para a acção se desenrolar. Isto significa que cada mapa permite diferentes estratégias e é necessário aprende-las a todas para se atingir o sucesso. O posicionamento de cada elemento da equipa e ter um grupo coeso é igualmente essencial.

Firewall: Zero Hour também tem um modo PvE. Em vez de enfrentarmos quatro jogadores, vamos treinar e testar as nossas habilidades contra vagas de mercenários controlados pela IA. É divertido e serve também para variar um pouco, mas no fundo, a função deste modo é ser uma espécie de modo de treino onde podemos testar novos loadouts antes de avançar a sério para a próxima partida multiplayer. De referir que estão disponíveis no lançamento 12 personagens, cada uma com a sua história e habilidades, sendo possível personalizá-las com o Crypto, o dinheiro virtual do jogo.

Este título oferece uma longevidade bastante razoável, pois existem bastantes itens para desbloquear. Embora as opções de loadout pareçam inicialmente fracas, tudo o que fazemos dá-nos experiência e dinheiro. A experiência desbloqueia o acesso a vários coisas, como habilidades, armas e acessórios para as armas, e com o dinheiro podemos comprar o que queremos. E será necessário bastante tempo para desbloquear tudo. Contudo, acho que a economia necessita de alguns ajustes pois acho que se demora demasiado tempo a ganhar recursos para desbloquear itens novos. Parece haver alguma falta de balanceamento na quantidade de experiência e dinheiro que se obtém em cada partida.

Firewall: Zero Hour é muito provavelmente o melhor jogo multiplayer disponível actualmente no PlayStation VR, e com o Controlador de mira é também uma das experiências mais imersivas. Mas como qualquer jogo online, o sucesso deste título depende em ter uma comunidade activa. Só o tempo o dirá se vai ou não conseguir, mas Firewall: Zero Hour deixou uma impressão muito positiva, graças à boa jogabilidade táctica e aos confrontos intensos.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise

Veredito

Nota Final - 8.5

8.5

Apesar de existir demasiado grind para desbloquear novos itens e dos loadings algo longos, Firewall Zero Hour é o melhor shooter actualmente disponível para o PlayStation VR e é igualmente uma experiência muito imersiva.

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