Análises

Crash Bandicoot 4: It’s About Time

Podia fazer uma piada sobre o tempo, mas... fiquei sem tempo.

Versão testada: PlayStation 4 Pro

Depois das remasterizações Crash Bandicoot N. Sane Trillogy e Crash Team Racing: Nitro-Fueled, eis que chega agora Crash Bandicoot 4: It’s About Time. Há quase 12 anos que não existia um novo e original Crash, e já estava na hora de isso acontecer. Crash Bandicoot 4: It’s About Time é desenvolvido pela Toys for Bob, empresa responsável pelo desenvolvimento dos Skylanders e das remasterizações Crash Bandicoot N. Sane Trillogy (Nintendo Switch) e Spyro Reignited Trilogy.

O enredo do jogo decorre após o Crash Bandicoot: Warped, quando o Uka Uka tenta descobrir uma maneira de libertar da prisão no passado juntamente com o Nefarious Trophy e o Neo Cortex. Os últimos esforços do Uka Uka abriram um buraco no espaço e tempo e, após isso, faleceu. O Cortex e o Nefarious Trophy conseguem escapar através desse buraco e descobrem que através desse buraco existem ligações do universo deles com o resto do multiverso e decidiram dominar todas as dimensões. Confesso que não deixei de esconder o meu entusiasmo quando o jogo foi anunciado em Maio e, felizmente, confirma-se que o jogo tem imensa qualidade. Mas vamos por partes. Em termos de motor gráfico, comparando com as versões remasterizadas, Crash ficou menos realista e mais cartoonizado. Nem todos gostaram deste novo aspecto, mas na minha opinião, gostei e acho que encaixa bem no jogo. O mesmo vale para os cenários e para as restantes personagens.

Sobre a framerate do jogo, na Xbox One X são 1080p/ 60 FPS, na PS4 Pro são 1080p/ 60 FPS com pequenas quebras ocasionais. Já na PS4 são 1080p com a framerate a rondar entre os 30-60 FPS e o mesmo se aplica à Xbox One, mas a 900p. Temos 10 locais e uma enorme quantidade de níveis que vamos explorar. Isto sem contar com as 21 Flashback Tapes que iremos encontrar e apanhar durante os níveis normais. Estes Flashbacks tapes (com músicas nostálgicas) relembra-me um bocado os níveis bónus do Brio e do Cortex do Crash 1. E como se isso não bastasse, para nos prender ainda mais ao jogo, temos também os chamados N. Verted levels. Tal como o nome indica, são níveis normais invertidos, com cada local a ter um estilo diferente um dos outros. Por exemplo, Cortex Island utiliza estilos retro, enquanto que nos níveis do The [email protected] Dimension vamos estar dentro de água, o que altera os movimentos da nossa personagem, tornando-os mais lentos. E só mais um pequeno pormenor; nestes N. Verted levels, as Wumpa fruits são substituídas por uvas.

Inicialmente temos duas opções de dificuldade: estilo modern, recomendado para os jogadores casuais, e estilo retro “à lá” Crash Bandicoot. Podemos jogar com o Crash ou com a Coco, mas não só. Tawna (de outra dimensão), Dingodile e o Dr. Neo Cortex também são jogáveis. Enquanto que o Crash e a Coco podem fazer sliding, duplo salto e rodopiar, já no caso da Tawna é ligeiramente diferente. Pode fazer duplo salto e pontapear, não consegue fazer sliding ou baixar, mas tem um grappling hook que serve para partir ou explodir caixas a uma distância segura, assim como para aceder a certos locais e apanhar caixas longínquas.

O Dr. Neo Cortex utiliza uma Raygun que serve para transformar os inimigos em blocos (normais ou gelatinosos) ou num obstáculo transponível. Também utiliza um superdash que é muito útil para chegarmos a certas plataformas. Pela primeira vez, vamos poder jogar com o Dingodile que também entra nesta aventura bizarra. Ele, para além de rodopiar, utiliza uma arma que “aspira” caixas e bombas. E já agora, só as bombas TNT é que são recomendadas; Nitros são para serem evitadas por motivos óbvios. E podemos aspirar e atirar essas TNT para abrir obstáculos, derrotar inimigos e para partir caixas. Não esquecer que o Dingodile consegue temporariamente flutuar no ar com a sua arma.

A única novidade em relação a caixas novas é o facto de haver uma que deita chamas para queimar as nossas personagens e uma que dá 25 Wumpa fruits. As Skull routes foram retiradas e ficaram só as Gem routes. Em cada nível, temos 6 gemas para coleccionar: 40%, 60% e 80% de Wumpa fruits apanhadas, apanhar todas as caixas, 3 ou menos mortes e encontrar a gema escondida. E como é óbvio, as Time Relics estão presentes. Existem quatro tipso de quantum masks que iremos utilizar na maioria dos níveis: Lani-Loli consegue fazer aparecer e desaparecer obstáculos e plataformas da nossa realidade, com o Akano podemos rodopiar infinitamente para partir caixas e planar no ar, o Kupuna-Wa consegue tornar o tempo mais lento durante três segundos, e o Ika-Ika muda a nossa gravidade.

Escusado será que dizer que a jogabilidade deste jogo é super fluída e divertida e, como tal, o entretenimento é garantido, tal como nos velhos tempos. E também não resisti em ver e rir-me um bocado com algumas death animations. E por último, temos imensas skins (para o Crash e para a Coco) para desbloquear. Como podem ver, este Crash Bandicoot 4: It’s About Time é tal como os antigos, mas com novidades e não um produto praticamente homogéneo como aconteceu com o Crash Bandicoot: The Wrath of Cortex. Só acho que, na minha opinião, as hitboxes durante os animal ridings precisavam de uns pequenos acertos quando tentamos apanhar as caixas.

Temos um modo cooperativo chamado Pass N. Play para até 4 jogadores, onde competem entre si para ver quem conseguiu a melhor pontuação nos níveis. Existem estas opções à disposição na pass condition: Checkpoint, Death ou ambos. Também temos um Multiplayer Local chamado Bandicoot Battle para até 4 jogadores e que no qual temos modos como o Checkpoint Race e o Crate Combo. No geral, Crash Bandicoot 4: It’s About Time é um jogo de plataformas maravilhoso e, como tal, é recomendado para os fãs de plataformas ou da personagem.

Nota editorial: Cópia fornecida pela editora para efeitos de análise. Este artigo foi feito após a actualização 1.02.

Veredito

Nota Final - 9.5

9.5

A Toys for Bob soube fazer um Crash novo em excelentes condições.

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