Análises

Deus Ex: Human Revolution

Desenvolvido pela Eidos Montreal e publicado pela Square Enix, Deus Ex HR é o segundo sucessor da série Deus Ex,  e a prequela do primeiro jogo da franquia passando-se 25 anos antes do original e de assumirmos o papel de JC Denton o agente augmentado da UNATCO , mas isso é outro jogo e caso não tenham ainda jogado aconselho-vos vivamente a arranjarem uma cópia no Steam por exemplo ou numa loja física.

Neste Deus Ex tomamos controlo de Adam Jensen um Ex-Swat encarregue de proteger os cientistas e trabalhadores de uma das maiores empresas americanas em biotecnologia experimental, Sarif Industries, algo que pelos vistos seria o seu ponto forte não fosse pelo facto de num ataque à Sarif grande parte dos cientistas responsáveis pelo departamento de augmentação foram mortos e o mesmo se não fosse augmentado involuntariamente teria tido o mesmo destino.

Esta primeira parte, desde que conhecemos as personagens, ao ataque à Sarif Industries e a operação para implementação de membros mecânicos  faz tudo parte da introdução ao Universo de Deus Ex HR e do tutorial, pelo que caso estejam a pensar obter o achievment/troféu de passar o jogo sem matar ninguém (os bosses não são contabilizados) aconselho-vos a não matarem ninguém nesta parte, fica o aviso.

Após esta breve introdução Jensen é enviado a várias localizações à volta do mundo(Detroit, Hengsha, Montreal e Panchea) para tentar descobrir quem é o responsável pelo ataque e é ai que começam a ser revelados os segredos e o enredo se desenrola, algo que não irei mencionar mais para evitar spoilers.

Deus Ex HR é considerado um action-RPG toda acção decorre durante a noite reforçando e enaltecendo a atmosfera cyberpunk dando a possibilidade ao jogador de ao longo do tempo ir melhorando a personagem através da aquisição de novas augmentations através do uso de praxis points,que podem ser obtidos de três maneiras diferentes, comprando-os custando $5.000 cada um, encontrando-os espalhados pelos mapas(praxis kits) ou através de experiência obtida através de cumprimento de determinados objectivos.

Estas augmentations estão dividas por “membros” correspondendo as augmentations de hacking, comunicação, radar e monitor de padrões aos upgrades cranianos enquanto por exemplo para carregar mais itens no inventário ou poder arrebentar paredes teremos que melhorar os braços mecânicos entre outros.

A grande diferença que distingue Deus Ex em termos de jogabilidade é sem duvida o facto de todos os níveis apesar de serem predefinidos em termos de espaço são completamente aleatórios em termos de abordagem,por exemplo se o jogador tentar despachar um batalhão de soldados armados com shotguns, miniguns e armas semi-automáticas não resulta, podemos optar por estudando os seus padrões de movimento tentar passar por eles despercebido ou caso estejamos a ter dificuldades em passar pelos mesmos sem ser detectados, basta procurar a conduta de ar de tamanho familiar(porque no futuro todas as condutas de ar são gigantes!)  e passar despercebidos e indetectável pelos guardas.

No papel parece perfeito e em certos níveis é de facto possível escolher o método de abordar o problema com que nos deparamos seja uma patrulha de guardas, câmaras de vigilância ou robots.

Caso optemos pelo método de FPS não podemos simplesmente, mesmo com as augmentations no máximo avançar à rambo pois corremos o risco de ser confrontados uma e outra vez com o ecrã de loading e que infelizmente em Deus Ex não é assim tão pequeno como isso, contudo depois de dominar o sistema de cover, e nos começarmos a aproveitar de pontos estratégicos (no topo de uma escadas forçando os inimigos a subirem para virem atrás de nós ou num corredor sem saída mas com local para estar escondido) torna-se quase aborrecido o tempo extra que perdemos caso queiramos avançar rapidamente na história (a não ser que queiram obter todos os achievments/troféus) .

Esta abordagem apenas demonstra não ser a mais indicada no inicio,durante a chamada “curva de aprendizagem” pois a inteligência artificial dos NPC’s apesar de estar acima da média está ainda limitada por campos fixos de patrulha existindo sem duvida algumas limitações assim que nos apercebemos das mesmas e começa-mos a explora-las torna-se demasiado fácil limpar por completo uma área sem sofrermos quase nenhum dano.

Desde esconder-nos atrás de portas que ao que parece nem todos os NPC’s se dão ao trabalho de procurar por vezes ficando mesmo fora das salas onde estamos escondidos e supostamente nos viram entrar(Eles vinham atrás de mim portanto assumo que eu estava no ângulo de visão deles) e mesmo não nos escondendo ao afastar-nos do ângulo de visão e de actuação de cada um (área predefinida que cada um patrulha) simplesmente deixam de nos procurar.

O exemplo mais explícito e que todos os fãs da série no que diz respeito à liberdade de escolha estar um pouco limitada é o facto de independentemente do método de jogo, os Bosses apenas podem ser vencidos recorrendo a utilização de armas ou objectos que causem dano e para progredir o jogador tem mesmo que derrotar o Boss caso contrário não consegue avançar na história se ao principio parece frustrante pela diferença de nível entre o jogador e o Boss, depois de se descobrir o truque correcto para “despacha-los” tornam-se quase uma perda de tempo pois a unica coisa que os distingue dos demais NPC’s é mesmo o seu tamanho, não deixando contudo de ser aborrecido ter que ser forçado a defrontar os mesmos.

São pequenas lacunas facilmente esquecidas pela imensa liberdade que este jogo dá ao jogador, não existe um só caminho nem uma só solução para cada problema, cada resposta dada a determinada pergunta e cada pergunta feita em determinada conversa tem um resultado diferente e afecta o desenvolvimento da história directa ou indirectamente seja pela quantidade de informação que obtemos seja pelo caminho que acabamos por ter que realizar como consequência.

Outra melhoria neste Deus Ex é o sistema de cover que altera o modo de primeira para terceira pessoa de forma a melhorar a percepção do que nos rodeia seja com o objectivo de nos escondermos durante um tiroteio, passar despercebidos pelos guardas ou simplesmente após uma fuga de forma a baixar o nível de alarme.

Apesar de haver pouca variedade em termos de cidades sendo que voltamos várias vezes ao mesmo local em partes diferentes da história devido á inclusão de vários níveis, e de vários edifícios passiveis de serem explorados assim como regiões diferentes dentro das cidades acima indicadas os mapas por vezes parecem não ter fim e não se nota nada o efeito de estar no mesmo cenário novamente como acontece com outros RPG’s que saíram recentemente.

Deus Ex HR recompensa os jogadores pela exploração,caso seja esse o método de jogo escolhido seja pela atribuição de pontos de experiência sempre que realizarem um hack a um terminal,cuja interface está simplesmente genial(ver aqui) seja pela leitura de e-books relacionados com a história.

Todos estes pormenores tornam Deus Ex HR uma compra obrigatória para qualquer fã de videojogos independentemente do genero favorito, se ainda não o têm, então desloquem-se à loja mais próxima, se não tiverem dinheiro coloquem-no já na vossa lista de prendas de natal e caso já estejam na posse desta pérola e já o tenham acabado façam um favor a vocês mesmo e voltem a jogá-lo caso não o estejam a fazer já.

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