Análises

X-Men Destiny

Porquê. Porque é que jogos como X-Men Destiny existem? Quem é que, no seu perfeito juízo, se ia divertir com um jogo destes? Não é que o jogo seja ultra-mau, mas é tão insípido e desprovido de personalidade que simplesmente não vale a pena.

A história é o mais desinteressante possível. A cidade de San Francisco está dividida entre mutantes e humanos, e cabe aos X-Men tentar restaurar a harmonia entre ambos os grupos, com a ajuda do chefe da Mutant Response Division, Luis Reyes. Como seria de esperar, as coisas não correm como desejado e o caos rapidamente se instala. É aqui que começa o jogo; é possível escolher entre três personagens originais, e qual o poder mutante associado ao personagem (de um total de três). Ao longo do jogo, em momentos pré-definidos, novos ataques são desbloqueados, dependentes do poder escolhido. No entanto, e independentemente do personagem e mutação escolhidos, a experiência é praticamente a mesma, por isso, pouco importam estas decisões. Apesar de desinteressante, a história consegue integrar uma quantidade considerável de personagens icónicos do universo de forma relativamente convincente (não que isso interesse, visto que ninguém se vai lembrar da história depois de chegar ao fim do jogo).


Bem, talvez até seja mais ou menos divertido de jogar, certo? Certo. Excepto que não. A tarefa aqui é simples: bater em tudo, sejam objectos, pessoas, mutantes, etc. . Há uma porta que não abre? Porrada no interruptor. É preciso passar para o andar de baixo num determinado sítio? Porrada no chão. E nem falemos das centenas de inimigos que povoam o jogo. A esmagadora maioria é carne para canhão e está ali simplesmente para levar na cara. Há, talvez, um ou outro boss que possa dar dificuldades (ainda que mínimas), mas isso deve-se mais ao facto do jogador estar em “piloto automático” do que estes inimigos serem um verdadeiro desafio; nada que um bocadinho de atenção extra não resolva. Chegar ao fim do jogo é fácil: quadrado, quadrado, quadrado, triângulo, com a ocasional dose de círculo. Existem mais combinações, mais ataques e há a possibilidade de usar guard e parry, mas para quê? À excepção de uma ou duas situações perto do final, não há incentivo ou necessidade de variar o estilo de jogo.

Tecnica e artisticamente, o jogo é mau. A framerate é horrível sempre que há acção no ecrã (ou seja, praticamente a totalidade do jogo); os gráficos são fracos, assim como os designs de personagens e direcção artística geral; a música não vai encantar ninguém e as vozes variam entre o bom (Magneto) e o mau/ridículo (Gambit). Para além disso, deparei-me com vários bugs, como loadings intermináveis, partes em que o som é inexplicavelmente abafado ou até mesmo níveis inteiros em que as texturas não foram carregadas.

Bem, mas falemos dos pontos positivos do jogo…


Estava só a brincar; não há cá disso. Tudo funciona, mais ou menos bem, mas isso não chega. Então, a quem recomendar este jogo? Aos fãs? Diria que não. Pelo menos, eu não gostava de ver um universo que me fosse querido ser tratado desta forma. A quem quer que o encontre a um preço reduzido? Hmm… Nãã. A não ser que o preço reduzido seja na casa dos 3€ ou algo do género, e mesmo assim, acho que não vale a pena. A quem quer um troféu Platinum/1000 achievement points facilmente? Há pessoal que até o jogo da Hannah Montana joga para atingir esse fim, por isso… talvez.

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