Análises

Insanely Twisted Shadow Planet

Insanely Twisted Shadow Planet (em abreviatura ITSP), é um side scroll 2D, que tem um toque de Metroid e foi um dos jogos do Summer of Arcade do Xbox Live. A primeira coisa que chama à atenção, é o seu excelente design visual. Para isso, contribuiu a presença de Michel Gagné que trabalhou com alguns grandes estúdios de animação como a Disney ou a Pixar. Ele imaginou e deu vida a um mundo alienígena que temos de explorar.

Em ITSP, somos um alien que se mete numa nave espacial e vai investigar a causa de uma estranha infestação num planeta. Ao chegar, vê um estranho mundo cheio de vida orgânica e mecânica em diversos ambientes. O brilhante design, que mistura silhuetas ao estilo de Limbo com uma palete de cores fortes, dá vida a este planeta e às criaturas que lá habitam e claro, não são muito amigáveis.

ITSP baseia-se em simples exploração e a passagem entre as diversas zonas é feita sem uma única linha de diálogo. Além disso, não há qualquer indicação do que fazer ou para onde ir. Isto não é um defeito mas sim uma decisão ponderada e tomada pelos produtores. Quiseram que este mundo fosse explorado por nós próprios e que os puzzles fossem resolvidos sem o uso de qualquer ajuda. Acho esta uma decisão acertada pois é algo que não faz falta a este jogo. Há certos elementos que são interactivos mas são difíceis de diferenciar. Como tal, a nave está equipada com um pequeno scanner que nós dá alguma informação de como usar esse elemento.

No inicio, apenas temos o tal scanner e uma pequena arma, mas à medida que vamos explorando o planeta, vamos descobrindo mais acessórios e upgrades para a nossa nave, sendo alguns importantes para a resolução de puzzles. Exploração é essencial, caso queiram descobrir upgrades, armas e artwork. É preciso algum “backtracking” mas nada de exagerado ou que estrague o ritmo de jogo. Os inimigos variam consoante o ambiente e têm diferentes forma de serem derrotados mas nada de complicado.

Embora a jogabilidade seja simples, há algumas zonas em que não foram tomadas as melhores decisões e alguma falta de precisão, também não ajuda. Por exemplo, certas zonas só poderão ser acedidas se conseguirmos guiar um míssil com sucesso através de corredores estreitos antes que seja destruído. Estas partes, podem tornar-se um pouco chatas e frustrantes. Ainda assim, no geral, todo o conceito deste planeta e a jogabilidade, são bastante sólidas e consistentes ao logo de todo o jogo. No meio de isto tudo, o único senão é a pouca longevidade da campanha que em cerca de três horas, chega ao fim.

Para além da campanha, existe um modo multiplayer cooperativo para quatro jogadores chamado Lantern Run onde cada um tem de carregar uma lanterna o mais rápido possivel até ao fim do nível antes que sejam apanhados por um poderoso inimigo.

A nível sonoro, somos brindados com algumas músicas ao longo das poucas cutscenes enquanto que durante a exploração, os sons se limitam a explosões ou a efeitos emanados pela nave e pelas criaturas. Faz lembrar Limbo, que usa algo semelhante para criar um ambiente sombrio e inóspito.

Insanely Twisted Shadow Planet começa por convencer pela direcção artística mas rapidamente mostra argumentos de que é algo mais e que tem conteúdo para algumas horas de diversão. O senão, é mesmo a pouca longevidade que nem mesmo o incentivo à exploração e o modo multiplayer conseguem salvar. Se têm 1200 MSP para gastar e não sabem o que comprar, este é um bom candidato. De certeza que vão adorar. Pelo menos, eu adorei.

 

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